Há cerca de 16 anos como militante em defesa dos direitos dos deficientes visuais, Jairton Fabeni Domingos, de 61 anos, natural de Itajaí e residente em Navegantes há 49 anos, tratou sobre acessibilidade em Navegantes ao ser entrevistado pelo comunicador Caio Ribeiro, na programação matinal, da Rádio Cidade Foz Itajaí, desta quarta-feira (04) com a participação do jornalista do portal SC Todo Dia, Maiquel Machado.
De acordo com Domingos, a dificuldade de acessibilidade não é uma exclusividade de Navegantes que já melhorou cerca de 30% nas ruas centrais, conforme ele aponta, mesmo assim ainda é um desafio caminhar pelas calçadas principalmente pela falta de empatia das pessoas que colocam obstáculos como as bandeirolas do comércio, complementa.
Presidente da Associação de Cegos do município e vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Domingos circula pelas ruas acompanhado pelo seu cão-guia, Jeep, um labrador de pelo claro que garante a segurança durante o trajeto.
Muitas vezes o próprio piso-guia das calçadas que deveria auxiliar o percurso do deficiente visual acaba sendo uma barreira por simplesmente ter a sua continuidade interrompida inesperadamente, ser colocado em zigue-zague ou direcionar para um poste ou edificação no meio do caminho.
Outra demanda que Domingos apresentou foi o abandono dos 40 associados do município, que estão sem receber a devida assistência por parte da Administração Municipal. A falta de um serviço de acompanhamento para os deficientes visuais aprenderem a se capacitar com as ferramentas digitais, se reabilitar, realizar leitura em braile, cozinhar, se vestir e realizar higiene com maior autonomia ocasiona uma exclusão social, enfatiza o entrevistado, que é policial militar da reserva e presta serviço voluntário há 28 anos.
Ao longo dos últimos anos, Domingos percorre o Estado para tratar sobre o tema do direito das pessoas com deficiência. Atuante também em seu município natal, onde a associação local atende 120 associados, ele compara a situação dos municípios vizinhos. “Itajaí promove a acessibilidade, até os surdos puderam participar do Carnaval por lá”, destacou. “Em Navegantes nem o Carnaval e o Circuto de Vôlei de Praia tiveram acessibilidade”, comparou.
“Não é favor, é lei”, enfatizou sobre o direito de ir e vir e de se reabilitar, ao final da entrevista.
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