“Não é favor, é lei”, enfatiza conselheiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência sobre acessibilidade em Navegantes 

Jairton Fabeni Domingos foi entrevistado pelo comunicador Caio Ribeiro, na programação matinal da Rádio Cidade Foz do Itajaí, desta quarta-feira (04)

Maiquel Machado

Publicado em: 4 de março de 2026

4 min.
“Não é favor, é lei”, enfatiza conselheiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência sobre acessibilidade em Navegantes. - Foto: Maiquel Machado/SCTD

“Não é favor, é lei”, enfatiza conselheiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência sobre acessibilidade em Navegantes. - Foto: Maiquel Machado/SCTD

Há cerca de 16 anos como militante em defesa dos direitos dos deficientes visuais, Jairton Fabeni Domingos, de 61 anos, natural de Itajaí e residente em Navegantes há 49 anos,  tratou sobre acessibilidade em Navegantes ao ser entrevistado pelo comunicador Caio Ribeiro, na programação matinal, da Rádio Cidade Foz Itajaí, desta quarta-feira (04) com a participação do jornalista do portal SC Todo Dia, Maiquel Machado. 

De acordo com Domingos, a dificuldade de acessibilidade não é uma exclusividade de Navegantes que já melhorou cerca de 30% nas ruas centrais, conforme ele aponta, mesmo assim ainda é um desafio caminhar pelas calçadas principalmente pela falta de empatia das pessoas que colocam obstáculos como as bandeirolas do comércio, complementa. 

Presidente da Associação de Cegos do município e vice-presidente do Conselho  Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Domingos circula pelas ruas acompanhado pelo seu cão-guia, Jeep, um labrador de pelo claro que garante a segurança durante o trajeto. 

Muitas vezes o próprio piso-guia das calçadas que deveria auxiliar o percurso do deficiente visual acaba sendo uma barreira por simplesmente ter a sua continuidade interrompida inesperadamente, ser colocado em zigue-zague ou direcionar para um poste ou edificação no meio do caminho. 

Outra demanda que Domingos apresentou foi o abandono dos 40 associados do município, que estão sem receber a devida assistência por parte da Administração Municipal. A falta de um serviço de acompanhamento para os deficientes visuais aprenderem a se capacitar com as ferramentas digitais, se reabilitar, realizar leitura em braile, cozinhar, se vestir e realizar higiene com maior autonomia ocasiona uma exclusão social, enfatiza o entrevistado, que é policial militar da reserva e presta serviço voluntário há 28 anos. 

 Ao longo dos últimos anos, Domingos percorre o Estado para tratar sobre o tema do direito das pessoas com deficiência. Atuante também em seu município natal, onde a associação local atende 120 associados, ele compara a situação dos municípios vizinhos. “Itajaí promove a acessibilidade, até os surdos puderam participar do Carnaval por lá”, destacou. “Em Navegantes nem o Carnaval e o Circuto de Vôlei de Praia tiveram acessibilidade”, comparou. 

“Não é favor, é lei”, enfatizou sobre o direito de ir e vir e de se reabilitar, ao final da entrevista. 


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