Nasa monitora série de erupções solares extremas com possível impacto na Terra

De acordo com os registros, esta foi a quinta erupção de classe X desde o último domingo

Eduardo Fogaça

Publicado em: 4 de fevereiro de 2026

5 min.
Nasa monitora série de erupções solares extremas com possível impacto na Terra. Foto: Divulgação/Nasa

Nasa monitora série de erupções solares extremas com possível impacto na Terra. Foto: Divulgação/Nasa

Pelo menos cinco erupções solares de grande porte foram registradas em um intervalo inferior a três dias por satélites da Nasa. As explosões, classificadas como classe X — a categoria mais intensa — ocorreram em uma região ativa do Sol identificada como AR 4366 e chamaram a atenção da comunidade científica internacional.

De acordo com os registros, esta foi a quinta erupção de classe X desde o último domingo (1º). O primeiro evento foi classificado como X1.0, seguido por uma erupção considerada extremamente forte, de classe X8.1. Na sequência, foram observados clarões de classe X2.8 e X1.6, completando a série de explosões de alta intensidade.

Ejeção de material solar deve atingir a Terra

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) informou que a erupção X8.1, a mais potente entre as registradas, provocou a ejeção de material solar em direção ao espaço. Parte desse material deve atingir a Terra entre esta quinta-feira (5) e sexta-feira (6).

Apesar da intensidade das explosões solares, os impactos previstos para o planeta devem ser considerados de fraca intensidade, segundo os órgãos de monitoramento espacial.

Possíveis impactos das erupções solares

A Nasa alerta que eventos dessa magnitude podem causar efeitos temporários, como:

  • Interferências em comunicações por rádio;
  • Oscilações em redes elétricas;
  • Alterações em sinais de navegação;
  • Riscos adicionais para astronautas em missões espaciais;
  • Formação de auroras boreais mais intensas.

Mancha solar AR 4366 segue ativa

Segundo o astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a mancha solar AR 4366 possui cerca de dez vezes o tamanho da Terra e continua altamente ativa.

Desde que a região surgiu, em 30 de janeiro, já foram contabilizadas:

  • 21 erupções de classe C;
  • 38 erupções de classe M;
  • 5 erupções de classe X.

O que são erupções solares

As erupções solares fazem parte da atividade natural do Sol e ocorrem com frequência ao longo do ano. No entanto, a ocorrência de várias explosões de classe X em um curto intervalo de tempo é considerada pouco comum.

Esses fenômenos estão ligados ao comportamento magnético do Sol, que passa por ciclos de aproximadamente 11 anos. Durante cada ciclo, o campo magnético do astro se inverte, favorecendo o surgimento de manchas solares e erupções.

Classes de erupções solares

As erupções são classificadas de acordo com sua intensidade:

  • Classe X: As mais severas, com grande liberação de energia, capazes de afetar satélites e comunicações. Variam de X1 a X9.
  • Classe M: De intensidade média, podem causar interrupções breves em comunicações de rádio e auroras.
  • Classe C: Pequenas, com poucos efeitos perceptíveis na Terra.
  • Classe B: Dez vezes menores que as de classe C.
  • Classe A: As mais fracas, sem impactos relevantes.

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