Quando se fala em relacionamentos longos, é comum associar a ideia à paixão intensa, à química constante ou a grandes demonstrações de amor. No entanto, estudos recentes indicam que esses elementos, apesar de importantes, não são suficientes para sustentar um casamento ao longo dos anos.
De acordo com Arthur Brooks, professor da Universidade Harvard e especialista em felicidade e comportamento humano, há um fator que diferencia casais que permanecem juntos daqueles que se distanciam com o tempo: a amizade.
A amizade como base do casamento
Brooks defende que sentimentos como atração física e entusiasmo tendem a oscilar ou diminuir com o passar dos anos. Já a amizade, quando cultivada de forma consciente, tende a se fortalecer.
Em palestras e entrevistas, o professor afirma que o verdadeiro propósito de um casamento não é manter a paixão intacta, mas construir um companheirismo profundo. Segundo ele, relações duradouras são aquelas em que os parceiros se enxergam como amigos, além de cônjuges.
O risco da solidão a dois
Um dos principais alertas feitos por Brooks é sobre a chamada “solidão compartilhada”. Trata-se da situação em que o casal vive junto, mas não mantém conexão emocional.
Esse cenário é mais comum quando a relação passa a girar exclusivamente em torno dos filhos, do trabalho e das responsabilidades domésticas. Com o tempo, as conversas diminuem, os interesses deixam de ser compartilhados e o vínculo se fragiliza.
Quando os filhos crescem e deixam a casa, muitos casais percebem que perderam a base da relação. Sem projetos em comum ou afinidades preservadas, resta apenas a rotina — e, em alguns casos, o distanciamento emocional.
Como fortalecer a relação ao longo dos anos
Para evitar esse desgaste, o especialista recomenda que os casais invistam na construção de afinidades que vão além das tarefas do dia a dia.
Entre os pontos destacados por Brooks estão:
- Conversar sobre ideias, valores e sonhos;
- Compartilhar interesses e hobbies;
- Manter projetos em comum;
- Cultivar momentos de diálogo significativo;
- Preservar espaços individuais dentro da convivência.
Segundo ele, pequenos ajustes na rotina também contribuem para a harmonia. Garantir espaço pessoal — inclusive em situações simples da convivência doméstica — ajuda a manter o respeito e o bem-estar ao longo do tempo.
O que realmente sustenta um casamento
A principal conclusão do professor de Harvard é que a paixão pode iniciar uma história, mas é a amizade que a sustenta. Relações que resistem às fases da vida são aquelas que constroem algo capaz de sobreviver às mudanças naturais do tempo.
Em vez de buscar intensidade permanente, casais duradouros priorizam parceria, respeito e conexão emocional. E é justamente essa base que transforma o amor em um vínculo sólido e contínuo.
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