O Papa Leão XIV pediu aos fiéis que pratiquem, durante a Quaresma, um “jejum” também das palavras ofensivas, especialmente nas redes sociais, nos debates políticos e no convívio cotidiano. A orientação foi divulgada na tradicional mensagem do pontífice para o período que antecede a Páscoa.
A Quaresma começa na Quarta-Feira de Cinzas e se estende por 40 dias até a celebração da Páscoa, considerada a principal data do calendário litúrgico cristão por marcar a ressurreição de Jesus Cristo. Tradicionalmente, é um tempo de reflexão, oração e penitência.
Jejum além da alimentação
Na mensagem, o Papa ressaltou que o jejum não deve se limitar à abstinência de alimentos. Segundo ele, é preciso adotar “uma forma de abstinência muito concreta e frequentemente pouco apreciada”: a renúncia a palavras que ferem e atingem o próximo.
“Esforcemo-nos por aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza: na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social, nas comunidades cristãs”, escreveu Leão XIV.
O apelo ocorre em um contexto de crescente polarização política e intensificação de discursos agressivos em ambientes digitais, cenário que tem provocado divisões e conflitos públicos e privados.
O que representa a Quaresma
A Quaresma é marcada por três práticas centrais na tradição cristã:
- Jejum: forma de disciplina e desapego;
- Oração: fortalecimento da vida espiritual;
- Caridade: gestos concretos de solidariedade e ajuda ao próximo.
Ao destacar a importância do cuidado com a linguagem, o Papa amplia o significado do jejum como exercício de autocontrole e respeito, incentivando uma mudança de postura que vá além do campo religioso e alcance as relações sociais e políticas.
Reflexão sobre o uso das palavras
A mensagem reforça a responsabilidade individual no uso da palavra, sobretudo em tempos de comunicação instantânea e ampla exposição nas redes sociais. Para o pontífice, a prática da gentileza e da moderação pode contribuir para relações mais saudáveis dentro e fora das comunidades religiosas.
A orientação se soma às tradicionais recomendações da Igreja para que os fiéis utilizem o período da Quaresma como oportunidade de revisão de atitudes, fortalecimento espiritual e compromisso com valores como respeito e convivência pacífica.
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