O programa Papo Pet voltou ao ar neste mês trazendo relatos fortes, denúncias e reflexões sobre a realidade da causa animal em Santa Catarina. Apresentado pelas jornalistas Ana Sofia Schuster e Dalva Borges Pires Donadel, o episódio recebeu o protetor independente Marcelo Sobbs, que compartilhou experiências pessoais, ações solidárias e críticas à falta de políticas públicas voltadas à proteção dos animais.
Transmitido pela Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, de Criciúma – Grupo SCTODODIA de Comunicação, o programa também está disponível no canal da emissora no YouTube e vai ao ar aos sábados, às 17h30, e aos domingos, às 17h.
Trajetória marcada pelo cuidado com os animais
Durante a entrevista, Marcelo Sobbs contou que o envolvimento com a causa animal começou ainda na infância, inspirado pela mãe, que ajudava cães de rua e pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo ele, esse exemplo foi determinante para que, ainda jovem, passasse a se dedicar ao resgate e ao cuidado de animais abandonados.
Entre as iniciativas destacadas está a instalação de pontos de alimentação com tubos de PVC, colocados em locais estratégicos da cidade para garantir comida e água a cães em situação de rua. A ação, simples e de baixo custo, tem ajudado a reduzir o sofrimento de animais abandonados, especialmente em regiões com grande circulação.
Casos recentes de violência chocam a comunidade
O episódio também abordou casos recentes de crueldade contra animais, que ganharam repercussão em Santa Catarina. Um deles ocorreu em Florianópolis, envolvendo a morte do cão conhecido como Orelha, e gerou comoção e revolta entre protetores e moradores.
Marcelo relatou ainda um caso registrado em Criciúma, em que um cão idoso foi encontrado ferido, após sofrer agressões graves. O animal sobreviveu graças ao resgate feito por protetores independentes, mas o episódio evidenciou, segundo ele, a frequência de situações de violência e abandono que não chegam ao conhecimento das autoridades.
Falta de políticas públicas e apoio aos protetores
Um dos principais pontos da conversa foi a realidade dos protetores independentes, que atuam sem apoio financeiro ou estrutura pública. Marcelo e as apresentadoras destacaram que não existe, no município, uma legislação de incentivo semelhante às leis de apoio à cultura, ao esporte ou ao idoso, que permita a captação de recursos para a causa animal.
Segundo os participantes, a ausência de políticas públicas efetivas dificulta o atendimento veterinário, a compra de ração e o acolhimento de animais resgatados. A criação de uma delegacia especializada em crimes contra animais e o fortalecimento dos conselhos municipais de bem-estar animal também foram apontados como medidas urgentes.
Conscientização e denúncia são fundamentais
Ao longo do programa, os apresentadores reforçaram a importância da conscientização da sociedade e do uso dos canais de denúncia em casos de maus-tratos, negligência ou abandono. Para os debatedores, combater a impunidade é essencial para evitar que novos casos se repitam.
O retorno do Papo Pet reafirma o compromisso do programa em dar voz à causa animal, promover o debate público e alertar para a necessidade de respeito, responsabilidade e empatia com os animais.
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