Acordar com coceiras intensas, marcas estranhas na pele ou pequenas manchas de sangue nos lençóis pode parecer algo simples, como alergia ou picada de mosquito. No entanto, em muitos casos, o problema está mais próximo do que se imagina: os percevejos de cama. Discretos, noturnos e cada vez mais comuns, esses insetos têm sido encontrados em residências, hotéis e apartamentos, inclusive em ambientes limpos e organizados.
Para orientar a população sobre como identificar os primeiros sinais, evitar erros comuns e impedir que a infestação se espalhe, a Rádio Cidade conversou com o técnico especialista em controle de pragas, Vítor Cardoso José.
Primeiros sinais da infestação
Segundo o especialista, a infestação costuma ser percebida apenas quando surgem as picadas na pele. “No início, geralmente a picada é o primeiro sinal. A pessoa não consegue perceber antes”, explica.
Entre os principais indícios estão:
- Picadas na pele em sequência, formando linhas, zigue-zague ou faixas diagonais
- Coceira intensa e demora maior na cicatrização, diferente da picada de mosquito
- Pequenas manchas de sangue no lençol, causadas quando o inseto é esmagado durante o sono
- Pontos escuros no colchão ou na cama, que são as fezes do percevejo
Mito da sujeira: ambientes limpos também sofrem infestação
Um dos equívocos mais comuns é associar a presença de percevejos à falta de higiene. De acordo com Vítor Cardoso José, isso não corresponde à realidade. “O principal meio de transporte do percevejo de cama é pegando carona”, afirma.
Esses insetos costumam ser levados para casa em malas, roupas e objetos pessoais, principalmente após viagens. Hotéis, pousadas e locais com grande circulação de pessoas são os ambientes mais comuns de origem da infestação.
Além disso, o nome “percevejo de cama” pode induzir ao erro. Eles não ficam apenas no colchão, podendo se esconder em:
- Rodapés
- Tomadas
- Lençóis e roupas
- Móveis e frestas
A limpeza do ambiente não impede a infestação, mas facilita a identificação precoce, o que é fundamental para o controle.
Erros que pioram o problema
Ao perceber os sinais, muitas pessoas acabam tomando atitudes que agravam a situação. Entre os principais erros estão:
- Acreditar que o problema está relacionado à higiene pessoal ou da casa
- Usar inseticidas comuns em aerossol, que não eliminam a infestação
- Jogar fora colchões, roupas ou lençóis acreditando que isso resolve
- Mudar de quarto ou de cama para “fugir” dos insetos
“O percevejo segue a pessoa porque busca sangue. Não vai demorar para infestar outros cômodos”, alerta o especialista.
Cuidados após viagens ajudam na prevenção
A prevenção começa ainda durante a estadia fora de casa. A recomendação é observar com atenção colchões, cabeceiras e lençóis ao chegar ao hotel ou pousada. O percevejo de cama é oval, achatado e de cor marrom-avermelhada, o que permite a identificação visual em alguns casos.
Ao retornar da viagem, os cuidados incluem:
- Lavar roupas com água quente
- Secar peças em altas temperaturas
- Evitar guardar roupas sem uso direto no armário
- Manter o quarto organizado para facilitar a inspeção
O percevejo não sobrevive a altas temperaturas, o que torna esse procedimento eficaz para eliminar possíveis insetos trazidos na bagagem.
Atenção aos sinais e busca por ajuda especializada
Embora os percevejos de cama não transmitam doenças, eles causam coceira intensa, reações alérgicas, estresse e até problemas psicológicos, como insônia e ansiedade. Quanto mais cedo a infestação é identificada, mais simples e seguro é o controle.
Diante de sinais suspeitos, a orientação é evitar soluções improvisadas e procurar ajuda profissional especializada em controle de pragas.
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