Especialista repercute queda de avião em Capão da Canoa

Aeronave caiu após decolagem em pista de grama e atingiu comércio; investigação vai apurar causas do acidente

José Demathé

Publicado em: 6 de abril de 2026

5 min.

Queda de avião em Capão da Canoa mata quatro pessoas Foto: divulgação

Uma queda de avião monomotor deixou quatro mortos na manhã da última sexta-feira em Capão da Canoa, no litoral norte do Rio Grande do Sul. As vítimas foram identificadas como Débora Berlanda Ortolane e Luiz Antônio Ortolane, empresários interessados na compra da aeronave, Rennan Sais, sócio da empresa proprietária do avião, e o piloto Nélio Pessanha.

O acidente ocorreu por volta das 10h30, logo após a decolagem em um aeródromo da cidade. De acordo com as primeiras informações, o avião teria atingido um poste no fim da pista e, na sequência, caiu sobre um restaurante, provocando uma explosão.

Apesar da gravidade do impacto, não havia pessoas no estabelecimento atingido no momento da queda. As chamas ainda alcançaram imóveis próximos, mas não houve registro de feridos em solo.

Dinâmica do acidente ainda será investigada

Especialistas apontam que a aeronave perdeu sustentação logo após sair do solo. Segundo o especialista em aviação Luiz Carlos Machado, imagens do momento indicam que o piloto não utilizou toda a extensão da pista para decolagem, o que pode ter comprometido o ganho de velocidade necessário.

“Pelas imagens, é possível perceber que houve perda de sustentação. Mas apenas a investigação oficial poderá confirmar se houve falha operacional ou algum problema técnico”, explicou.

O especialista ressalta que ainda é cedo para conclusões definitivas e que fatores como condições da aeronave, carga e possíveis falhas mecânicas devem ser analisados pelas autoridades.

Aeródromo tem estrutura limitada

O local de onde o avião decolou possui uma pista de grama com cerca de 700 metros e não conta com estrutura completa de um aeroporto convencional. Esse tipo de aeródromo opera sem auxílio de navegação por instrumentos, exigindo que pilotos realizem procedimentos visuais.

“Não há controle formal de pousos e decolagens, nem auxílio por rádio ou sistemas de orientação. O piloto precisa fazer o circuito visual antes de operar”, destacou Machado.

Parada em Santa Catarina antes do acidente

Horas antes da queda, a aeronave havia feito uma parada para abastecimento no Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha, no Sul de Santa Catarina.

O piloto Nélio Pessanha, uma das vítimas, era experiente na aviação, com histórico de voos internacionais e atuação no traslado de aeronaves nos Estados Unidos.

Investigação segue em andamento

As causas do acidente serão apuradas por órgãos competentes da aviação civil. A análise deve considerar desde fatores humanos até eventuais falhas técnicas ou limitações da pista utilizada.


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