Prefeitos, deputados e vereadores da região carbonífera se reuniram nesta segunda-feira para dar sequência às discussões sobre o desassoreamento do Rio Urussanga. O encontro faz parte da frente parlamentar criada para tratar do tema, com o objetivo de reduzir os recorrentes alagamentos nos municípios cortados pelo rio.
A iniciativa é liderada pelo prefeito de Morro da Fumaça, Eduardo Guollo, e teve início há cerca de 15 dias, em Florianópolis. Desde então, o grupo também realizou agendas em Forquilhinha, incluindo reuniões com o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), a SATC e representantes da iniciativa privada.
Durante o encontro mais recente, foram apresentadas informações técnicas e possibilidades de parceria para viabilizar o projeto. O principal encaminhamento foi a adesão dos municípios ao Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da AMREC (CIM-AMREC), que deve centralizar as ações.
Problema antigo e impactos regionais
O Rio Urussanga é considerado um problema crônico na região, com impactos diretos em diversos municípios. Segundo Guollo, a falta de ações estruturais ao longo dos anos agravou a situação.
De acordo com o prefeito, o objetivo agora é organizar um cronograma e atuar de forma preventiva, evitando que as cidades continuem reagindo apenas em momentos de crise, como durante períodos de chuva intensa.
A situação é especialmente crítica em Morro da Fumaça, que concentra cerca de 13 dos 40 quilômetros do rio. O município sofre com alagamentos mesmo quando as chuvas ocorrem em cidades vizinhas, como Cocal do Sul e Urussanga, devido ao escoamento da água.
Limitações financeiras e necessidade de novos investimentos
Apesar do avanço nas articulações, um dos principais entraves é o custo da obra. Existe um projeto de 2012 que estima o desassoreamento completo em cerca de R$ 150 milhões, valor considerado defasado pelas lideranças.
A proposta atual é iniciar pela limpeza do rio, etapa mais imediata e com menor custo, estimado entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões. No entanto, os recursos disponíveis nos municípios são insuficientes e foram repassados de forma individual, o que dificulta a aplicação conjunta.
Com a atuação via consórcio, a estratégia é:
- Contratar estudos e projetos atualizados
- Unificar a gestão dos recursos
- Buscar financiamento estadual e outras parcerias
- Executar a limpeza completa como primeira etapa
Próximos passos
O CIM-AMREC será responsável por orientar os municípios sobre a adesão formal ao consórcio e conduzir a contratação dos projetos técnicos. Paralelamente, os prefeitos devem buscar novos orçamentos e fontes de financiamento.
A expectativa é que, após a definição dos custos atualizados, o projeto ganhe força junto ao Governo do Estado, considerado fundamental para viabilizar as etapas mais complexas, como o desassoreamento completo.
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