Resident Evil Requiem chega como o nono capítulo principal da franquia da Capcom com uma missão clara: equilibrar o terror clássico da série com a ação acelerada dos títulos mais recentes. O jogo revisita Raccoon City, introduz a agente do FBI Grace Ashcroft e traz um Leon Scott Kennedy mais experiente, em uma narrativa que conecta gerações de fãs.
Lançado como sucessor espiritual de Resident Evil VII e Village, o novo título aposta em uma estrutura dividida entre dois protagonistas e dois estilos distintos de gameplay, alternando entre suspense psicológico e combates intensos.
Retorno a Raccoon City e novos mistérios
A história começa com Grace Ashcroft, filha de Alyssa Ashcroft — personagem conhecida de Resident Evil Outbreak. A agente é enviada para investigar um assassinato em um hotel marcado por um trauma pessoal: o mesmo local onde sua mãe foi morta anos antes.
Durante a apuração, ela se depara com Victor Gideon, principal antagonista da trama. A partir desse ponto, a narrativa se expande para envolver Leon, eventos ligados a Raccoon City e questionamentos sobre o futuro da franquia.
O retorno à cidade que marcou o início do caos biológico na série não soa como repetição. Ao contrário, funciona como ponto de virada. A presença de Leon simboliza o passado, enquanto Grace representa uma nova geração que herda os erros e as consequências das decisões anteriores.
Dois protagonistas, duas experiências
Um dos principais diferenciais de Resident Evil Requiem está na jogabilidade dividida entre terror e ação.
Grace Ashcroft: foco no suspense
Com Grace, o jogador é incentivado a utilizar a câmera em primeira pessoa, reforçando a imersão e a tensão. A personagem tem habilidades mais limitadas em combate direto, o que estimula estratégias furtivas e uso inteligente de recursos.
Entre as mecânicas disponíveis estão:
- Uso de garrafas para distrair inimigos
- Lâminas consumíveis, como facas e tesouras
- Misturas químicas para ataques furtivos
- Empurrões para criar janelas de fuga
A ausência de ataques físicos mais robustos pode gerar frustração em alguns momentos, mas reforça a proposta de vulnerabilidade e tensão constante.
Leon Kennedy: ação em terceira pessoa
Já com Leon, o ritmo muda completamente. O agente retorna com movimentação mais rápida, arsenal ampliado e combates intensos em terceira pessoa.
Entre os destaques estão:
- Grande variedade de armas, como revólveres, shotgun e rifles
- Inventário maior
- Sistema de pontos trocados por melhorias
- Uso de armas improvisadas de inimigos
A tradicional faca dá lugar a uma machadinha recarregável, que amplia as possibilidades estratégicas. O estilo com Leon é mais direto, com confrontos frequentes e criaturas mais agressivas e bizarras.
Ambientação e som elevam a tensão
O design de som é um dos pontos altos do jogo. Ruídos ambientais, grunhidos de inimigos e efeitos durante combates ajudam a criar momentos de tensão constante. A dublagem em português também se destaca pela naturalidade.
Os cenários seguem o padrão recente da franquia: detalhados, sombrios e convidativos à exploração. A ambientação reforça tanto o terror psicológico quanto os momentos de ação mais explosivos.
Desempenho técnico e problemas pontuais
No PC, Resident Evil Requiem apresenta boa otimização. O sistema identifica automaticamente as configurações ideais conforme a preferência do jogador entre desempenho e qualidade gráfica.
Apesar disso, alguns problemas técnicos foram registrados:
- Travamento do eixo de câmera com Grace
- Loop infinito em tela de carregamento com Leon
- Atraso significativo de áudio em determinadas cinemáticas
São falhas pontuais, mas que impactam a experiência em momentos específicos.
Equilíbrio entre legado e renovação
Resident Evil Requiem consegue unir nostalgia e inovação sem romper completamente com o passado. O jogo respeita os fãs antigos ao revisitar personagens e cenários icônicos, ao mesmo tempo em que introduz novas perspectivas e questionamentos sobre os rumos da franquia.
Embora apresente limitações — especialmente nas mecânicas de Grace — o título demonstra maturidade ao dividir sua proposta em dois estilos bem definidos. Terror e ação coexistem de forma complementar.
Ao final, Requiem deixa claro que o futuro da saga pode ser ousado sem abandonar suas raízes. Para veteranos ou novos jogadores, trata-se de uma experiência que equilibra tensão, adrenalina e fan service na medida certa.
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