São Sebastião: conheça a história do santo que é padroeiro do Rio de Janeiro

São Sebastião viveu por volta do século III, na cidade de Milão, durante o Império Romano.

Eduardo Fogaça

Publicado em: 20 de janeiro de 2026

6 min.
São Sebastião: conheça a história do santo que é padroeiro do Rio de Janeiro. Foto: Divulgação

São Sebastião: conheça a história do santo que é padroeiro do Rio de Janeiro. Foto: Divulgação

São Sebastião é um dos santos mais venerados da tradição cristã e ocupa um lugar central na identidade religiosa e cultural do Rio de Janeiro. Mártir da fé cristã, ele é lembrado pela coragem com que enfrentou perseguições e pela forte devoção popular que atravessou séculos e continentes, chegando ao Brasil com os colonizadores portugueses.

Quem foi São Sebastião

São Sebastião viveu por volta do século III, na cidade de Milão, durante o Império Romano. Capitão do exército romano, ele conquistou a confiança do imperador Diocleciano, conhecido por perseguir cristãos. Mesmo assim, Sebastião utilizava sua posição estratégica para proteger seguidores do cristianismo e difundir a fé entre soldados e membros da sociedade, de forma discreta.

Sua atuação resultou na conversão de diversos militares e até mesmo de autoridades romanas, como o governador Cromácio e seu filho Tibúrcio. A situação mudou quando Diocleciano descobriu que Sebastião, em vez de prender cristãos, os protegia. Ao confirmar publicamente sua fé cristã diante do imperador, foi acusado de traição e condenado à morte.

Martírio e canonização

A primeira tentativa de execução ocorreu em local público, quando São Sebastião foi amarrado a uma árvore e alvejado por flechas. Contra todas as expectativas, ele sobreviveu. Após se recuperar, voltou a confrontar Diocleciano, criticando a perseguição imposta aos cristãos.

Irritado com a resistência do soldado, o imperador ordenou uma nova execução. Desta vez, São Sebastião foi espancado até a morte. Seu corpo foi retirado do local por uma mulher cristã e sepultado na Via Ápia, em Roma. Sua história de fé, resistência e coragem fez com que fosse reconhecido como santo pela Igreja Católica.

A devoção a São Sebastião no Brasil

A devoção a São Sebastião chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses, que viam no santo um protetor contra doenças, guerras e calamidades. No Rio de Janeiro, essa devoção ganhou destaque desde a fundação da cidade, que foi colocada sob sua proteção.

Com o passar dos séculos, São Sebastião consolidou-se como padroeiro oficial do Rio de Janeiro, sendo associado não apenas à religiosidade, mas também à identidade histórica e cultural da capital fluminense.

São Sebastião e a identidade do Rio de Janeiro

A presença de São Sebastião no cotidiano carioca é marcante. Todos os anos, no dia 20 de janeiro, milhares de fiéis participam de missas, procissões e celebrações em homenagem ao santo. A data é uma das mais importantes do calendário religioso da cidade.

Imagens de São Sebastião estão espalhadas por igrejas, capelas e pontos simbólicos do Rio. Uma das representações mais conhecidas é a estátua do santo localizada no alto do Morro do Corcovado, ao lado do Cristo Redentor, reforçando a ligação entre fé, história e paisagem urbana.

Mais do que um símbolo religioso, São Sebastião representa proteção, resistência e esperança para gerações de cariocas. A devoção ao santo permanece viva, especialmente em momentos de dificuldade, quando fiéis recorrem à sua intercessão como parte integrante da identidade espiritual e cultural do Rio de Janeiro.


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