A jornada histórica da missão Artemis II rumo à Lua registrou um contratempo técnico e olfativo neste sábado, 4 de abril. Os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion relataram à base de controle da NASA um cheiro de queimado proveniente do compartimento do banheiro.
De acordo com o comandante Reid Wiseman, o odor já havia sido sentido anteriormente em níveis leves, mas desta vez apresentou-se “diferente e mais forte”. “Quando abrimos a porta, todos na cabine sentiram”, afirmou Wiseman em comunicação com Houston. Apesar do susto, a tripulação informou que não está “muito preocupada” no momento e segue monitorando os sistemas.
Histórico de falhas no sanitário
Este não é o primeiro registro de instabilidade no sistema de higiene da Orion. No início da missão, os controladores já haviam corrigido uma falha no controlador eletrônico do vaso sanitário após algumas horas de manutenção remota e manual.
O banheiro da Artemis II é um marco tecnológico, sendo o primeiro instalado em uma cápsula de exploração profunda da NASA. Localizado no piso da cabine, o sistema exige que os astronautas utilizem alças de apoio para se posicionarem corretamente na ausência de gravidade.
Desafios da higiene no espaço
A cápsula Orion, embora seja 60% maior que os módulos da era Apollo, possui apenas 9,35 metros cúbicos de espaço habitável para quatro pessoas, o que torna qualquer odor ou falha técnica muito mais perceptível. A rotina de higiene a bordo já é restrita:
- Sem água corrente: O banho é feito com xampu sem enxágue e sabonete seco.
- Escovação dental: Os astronautas precisam engolir a pasta ou utilizar toalhas para o descarte.
- Espaço reduzido: O confinamento exige que todos os sistemas de suporte à vida funcionem perfeitamente para garantir a qualidade do ar.
Próximos passos: Observação Lunar
Apesar do incidente, o cronograma da missão permanece inalterado. Os astronautas iniciaram hoje os preparativos da cabine para a fase de observação lunar, prevista para a próxima segunda-feira, 6 de abril.
A Artemis II segue em uma trajetória de “livre retorno” em forma de oito. A nave contornará o lado oculto da Lua, utilizando a gravidade do satélite para ser impulsionada de volta à Terra, em uma viagem total estimada de dez dias que marca o retorno da humanidade à órbita lunar após mais de meio século.
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