Trump critica show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl: “tapa na cara dos Estados Unidos”

Segundo o presidente, a apresentação foi “absolutamente terrível” e estaria entre “as piores de todos os tempos”

Eduardo Fogaça

Publicado em: 9 de fevereiro de 2026

5 min.
Trump critica show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl: "tapa na cara dos Estados Unidos". Foto: Molly Riley/Casa Branca

Trump critica show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl: "tapa na cara dos Estados Unidos". Foto: Molly Riley/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou as redes sociais para criticar duramente o show do cantor porto-riquenho Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, principal evento da liga de futebol americano, realizado no domingo (8). Segundo o presidente, a apresentação foi “absolutamente terrível” e estaria entre “as piores de todos os tempos”.

Bad Bunny entrou para a história ao se tornar o primeiro artista a se apresentar cantando exclusivamente em espanhol no intervalo do Super Bowl. O espetáculo foi marcado por referências à cultura latino-americana e por mensagens interpretadas como críticas à política migratória do atual governo norte-americano.

Críticas de Trump ao espetáculo

Nas publicações, Trump afirmou que a apresentação “não faz nenhum sentido” e classificou o show como uma afronta aos valores que, segundo ele, representam a grandeza dos Estados Unidos. O presidente também criticou o fato de o repertório ter sido apresentado em espanhol.

“Ninguém entende uma palavra do que esse cara está falando, e a dança é nojenta, especialmente para crianças pequenas que estão assistindo nos Estados Unidos e ao redor do mundo”, escreveu Trump.

Em outro trecho, o presidente afirmou que o show foi um “tapa na cara” do país e acusou a imprensa de elogiar a apresentação por não compreender “o que está acontecendo no mundo real”.

Apresentação histórica e convidados especiais

O show de Bad Bunny, nome artístico de Benito Antonio Martínez Ocasio, celebrou a identidade latino-americana em um dos palcos mais assistidos do planeta. Vencedor do Grammy de Álbum do Ano em 2026, o artista apresentou sucessos como:

  • “Tití Me Preguntó”
  • “BAILE INoLVIDABLE”
  • “NUEVAYoL”
  • “DtMF”

A apresentação contou ainda com participações especiais. Lady Gaga interpretou “Die With a Smile”, parceria com Bruno Mars, enquanto Ricky Martin subiu ao palco para cantar “LO QUE LE PASÓ A HAWAii”, música de Bad Bunny.

Mensagem política e tensão com a imigração

Conhecido por abordar temas políticos em suas músicas, Bad Bunny tem feito críticas diretas ao imperialismo norte-americano e às políticas migratórias. O cantor anunciou recentemente que não pretende realizar shows nos Estados Unidos durante sua turnê mundial, alegando receio de que apresentações se tornem alvo de ações da polícia de imigração (ICE), responsável pela detenção e deportação de imigrantes latinos.

Durante o espetáculo, o artista reforçou o tom político ao declarar “Deus salve a América” e, em seguida, mencionar países de norte a sul do continente, ressaltando que os Estados Unidos não são a única nação americana.

A apresentação reacendeu o debate sobre identidade cultural, imigração e diversidade nos Estados Unidos, dividindo opiniões entre apoiadores do presidente e defensores da representatividade latina no cenário cultural do país.


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