O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que uma nova onda de ataques ao Irã deve ocorrer “em breve”. A declaração foi feita na Casa Branca, após reunião com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e reforça a escalada do conflito no Oriente Médio iniciada no último sábado (28).
Segundo Trump, a ofensiva realizada em conjunto com Israel teria “destruído praticamente tudo” no território iraniano. Ele também declarou que a decisão de atacar foi preventiva, sob a justificativa de que o Irã poderia agir primeiro contra interesses americanos ou aliados.
Plano para o futuro do Irã
Durante a conversa com jornalistas, o presidente americano afirmou que pretende ver uma mudança no comando do país persa. De acordo com ele, a ideia é que “alguém de dentro” do regime dos aiatolás assuma o controle do governo.
Trump disse ainda que possíveis nomes considerados para essa transição teriam morrido nos recentes ataques, mas não detalhou quem seriam essas lideranças nem como ocorreria essa mudança política.
Como começou a nova ofensiva
Os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados na madrugada de sábado (28), com explosões registradas em Teerã e em outras cidades estratégicas, como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.
Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e também atingiu bases militares dos Estados Unidos instaladas em países do Golfo, como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.
O Crescente Vermelho iraniano informou que o número de mortos no país chegou a 787 no quarto dia de confrontos. Também há registros de mortes entre militares americanos.
Entre as autoridades iranianas que teriam sido mortas estão:
- O líder supremo Aiatolá Ali Khamenei;
- O ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh;
- O chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi;
- O comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour;
- O ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Alemanha descarta envio de tropas
As declarações de Trump ocorreram após encontro bilateral com o chanceler alemão. O presidente afirmou que a Alemanha tem permitido operações logísticas dos Estados Unidos em seu território, mas ressaltou que o país europeu não enviará tropas terrestres para o conflito.
Segundo Trump, a cooperação alemã tem caráter estratégico, mas sem participação direta em combates.
Conflito se expande pela região
Nesta terça-feira, Israel informou ter bombardeado alvos em Teerã e também em Beirute, no Líbano, onde afirma atuar contra comandantes do Hezbollah. O Exército israelense declarou ter atingido um comandante iraniano de alta patente.
O Irã voltou a lançar mísseis contra cidades israelenses, incluindo Jerusalém. Explosões também foram registradas em países como Catar, Omã, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, sinalizando que o conflito ultrapassa os três principais envolvidos e amplia a tensão em toda a região.
A comunidade internacional acompanha os desdobramentos com preocupação diante do risco de ampliação da guerra no Oriente Médio.
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