Tubarão relembra 52 anos da enchente com toque de sinos na Catedral

Como forma de memória, gratidão e reflexão, a Catedral Diocesana promoverá o repicar dos sinos por cinco minutos

Eduardo Fogaça

Publicado em: 24 de março de 2026

4 min.
Tubarão relembra 52 anos da enchente com toque de sinos na Catedral. Foto: Divulgação/PASCOM

Tubarão relembra 52 anos da enchente com toque de sinos na Catedral. Foto: Divulgação/PASCOM

Nesta terça-feira, 24 de março de 2026, o município de Tubarão relembra os 52 anos da enchente de 1974, considerada uma das maiores tragédias da história da cidade. Como forma de memória, gratidão e reflexão, a Catedral Diocesana promoverá o repicar dos sinos por cinco minutos, às 9h e às 15h.

O gesto simbólico recorda um episódio que marcou profundamente a população e transformou a história local. Durante a enchente, a Catedral, localizada em um dos pontos mais altos da cidade, tornou-se um dos principais locais de abrigo para famílias que buscavam proteção diante da força das águas. O morro e a praça ao redor do templo foram utilizados como refúgio por grande parte da população.

Catedral e Torre da Gratidão simbolizam memória coletiva

Ao lado da Catedral está a Torre da Gratidão, inaugurada em 1983, considerada um dos principais marcos da memória coletiva de Tubarão. O monumento foi inspirado na obra do artista tubaronense Willy Zumblick, reconhecido por retratar a identidade e a história da cidade.

A estrutura simboliza o reconhecimento pela solidariedade recebida após a tragédia. Na época, ajuda chegou de diversas regiões do Brasil e também do exterior, contribuindo diretamente para a reconstrução do município.

Gesto reforça memória e responsabilidade

Segundo o pároco da Catedral, padre Eduardo Rocha, o repicar dos sinos vai além da lembrança do passado e serve como um chamado à responsabilidade no presente.

“Ao repicar os sinos neste dia, nós fazemos memória de uma tragédia que marcou profundamente a nossa cidade e expressamos gratidão por toda a solidariedade que chegou até nós. Tubarão não se reergueu sozinha”, afirmou.

O religioso também destacou que a data reforça a necessidade de atenção contínua aos riscos naturais e ao planejamento urbano.

“Essa memória nos desperta para o presente. Continuamos vulneráveis diante dos fenômenos naturais e somos chamados a um compromisso real com o cuidado da vida e da cidade”, completou.

Convite à reflexão sobre o futuro

O som dos sinos, que ecoará em dois momentos ao longo do dia, representa um convite à população para refletir sobre o passado, valorizar a solidariedade e reforçar o compromisso coletivo com a prevenção de novas tragédias.

Mais de cinco décadas depois, a enchente de 1974 segue como um marco histórico que molda a identidade de Tubarão e reforça a importância da união em momentos de crise.


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