Tubaronense integra produção de documentário sobre imigração italiana

Anna Luiza Siqueira, repórter da Rádio Cidade Tubarão 103.7 FM, conversou com o tubaronense sobre o projeto e o papel dele na produção

Eduardo Fogaça

Publicado em: 13 de março de 2026

7 min.
Tubaronense integra produção de documentário sobre imigração italiana. Foto: Divulgação

Tubaronense integra produção de documentário sobre imigração italiana. Foto: Divulgação

Um profissional de Tubarão está entre os brasileiros que irão ajudar a contar uma parte importante da história da imigração italiana no sul do Brasil. O diretor de fotografia Victor Lopes integra a equipe responsável pelo documentário “Rumo ao Porto”, que terá gravações realizadas na Itália ainda neste mês de março.

Anna Luiza Siqueira, repórter da Rádio Cidade Tubarão 103.7 FM, conversou com o tubaronense sobre o projeto e o papel dele na produção, que pretende resgatar parte da trajetória de milhares de italianos que deixaram o país europeu no final do século XIX em busca de uma nova vida no Brasil.

O filme vai retratar o caminho percorrido por essas famílias desde suas cidades de origem até o Porto de Gênova, local de onde embarcaram rumo ao Brasil. Durante as gravações, a equipe percorrerá 16 cidades do norte da Itália, regiões que foram ponto de partida de muitas famílias que, anos depois, ajudaram a formar comunidades no sul de Santa Catarina.

Como diretor de fotografia, Victor será responsável por registrar paisagens, vilarejos e caminhos históricos que marcaram a jornada desses imigrantes.

Sensibilidade na construção das imagens

Em entrevista à Rádio Cidade Tubarão, Victor Lopes explicou que o convite para participar do documentário surgiu por meio de uma parceria profissional já consolidada.

“O convite surgiu através de um diretor amigo, o Josué Genuíno, de Criciúma. A gente já fez muitos trabalhos juntos. Ele dirige alguns projetos e eu faço a direção de fotografia”, contou.

Segundo o tubaronense, a função do diretor de fotografia é transformar a narrativa em imagens capazes de envolver o público.

“O meu papel é trazer a sensibilidade fotográfica para quem vai assistir ao documentário. A ideia é captar as imagens com excelência para que a pessoa se sinta dentro da história, participando do documentário por meio dos enquadramentos e das paisagens”, explicou.

Registro histórico das cidades de origem

Além das paisagens, o documentário também reunirá depoimentos de pesquisadores, moradores e descendentes de italianos, ampliando a compreensão sobre o contexto social e econômico que levou tantas famílias a deixar a Europa naquela época.

A equipe pretende registrar elementos históricos que ainda permanecem nas cidades italianas visitadas.

“A ideia é mostrar a realidade de onde essas pessoas vieram. Vamos registrar vilas, casas históricas e ruas que ainda preservam traços daquele período. Mesmo que muita coisa tenha mudado, ainda existem resquícios importantes dessa história”, destacou Victor.

Segundo ele, percorrer as 16 cidades permitirá mostrar que a imigração não partiu de um único lugar, mas de diferentes regiões da Itália.

Conexão pessoal com a história

Para Victor Lopes, participar do projeto também tem um significado especial. Descendente de italianos e morador de uma região marcada pela presença dessa cultura, ele vê o trabalho como uma forma de conectar passado e presente por meio do audiovisual.

“Para mim é uma honra muito grande fazer parte de um projeto tão importante, que resgata a nossa cultura e a história que muitas famílias viveram aqui na região”, afirmou.

O diretor de fotografia também destacou o orgulho de representar Tubarão em uma produção que poderá circular em festivais e plataformas.

“Poder contar essa história sendo tubaronense e levar o nome da nossa cidade para projetos maiores é algo que me deixa muito feliz”, completou.

Produção do documentário

O documentário “Rumo ao Porto” tem direção de Josué Genuíno, roteiro de Bruna Genuíno e produção da Genuíno Filmes, com criação da Ara Produções.

O projeto é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com a participação do pesquisador Idemar Ghizzo e do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, instituições que atuam na preservação da memória da imigração italiana na região.


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