Um imigrante venezuelano encontrou em Tubarão, no Sul de Santa Catarina, a oportunidade de recomeçar a vida ao lado da família. Deivis Abrahão deixou a Venezuela em 2022, motivado pela instabilidade no país, e hoje atua como empreendedor no município, onde produz e vende alimentos artesanais.
A trajetória começou no norte da Venezuela. Deivis e a família viajaram por terra até Pacaraima, na fronteira com o Brasil, onde passaram pelo processo de regularização com apoio da Polícia Federal e da Organização das Nações Unidas (ONU). Em seguida, seguiram para Boa Vista e, de lá, embarcaram para Florianópolis. O destino final foi Tubarão, onde já contavam com o apoio de um familiar.
“Meu irmão já morava aqui desde 2020. Isso facilitou muito a nossa adaptação”, relatou.
Motivos para deixar a Venezuela
Segundo Deivis, a decisão de sair do país foi motivada principalmente pela falta de segurança jurídica e pelas dificuldades econômicas.
- Insegurança institucional e jurídica
- Baixos salários e dificuldade de crescimento profissional
- Falta de estabilidade política e econômica
“Você até consegue sobreviver, mas não consegue crescer. Fica dependente de um sistema que não funciona”, afirmou.
Apesar das dificuldades, ele não descarta a saudade do país de origem, mas reforça que a mudança foi necessária para buscar melhores oportunidades.
Recomeço com empreendedorismo
Já em Tubarão, Deivis e a esposa decidiram investir no próprio negócio. A família produz brownies e outros itens à base de chocolate, vendidos principalmente de porta em porta.
O modelo de trabalho, além de garantir renda, também ajudou na adaptação ao novo país.
“É muito bom sair para a rua, conversar com as pessoas e receber apoio. Isso também ajuda muito a aprender o idioma e a cultura”, destacou.
Apoio e adaptação no Brasil
Embora Deivis não tenha utilizado diretamente programas de assistência, ele destaca a importância do suporte oferecido a imigrantes, especialmente no início da jornada.
O irmão, que chegou antes ao Brasil, recebeu apoio de instituições como a Cáritas e órgãos municipais, o que contribuiu para sua estabilização no país.
Deivis ressalta, no entanto, a importância da autonomia após o período inicial de adaptação.
“Se precisa de apoio, é importante buscar. Mas quando já consegue caminhar sozinho, é preciso deixar esse suporte para quem realmente precisa”, pontuou.
Nova vida em Santa Catarina
Hoje, a família segue construindo uma nova história em Tubarão, apostando no trabalho e na integração com a comunidade local. A experiência, segundo Deivis, tem sido positiva e marcada pelo acolhimento dos brasileiros.
A história reflete a realidade de muitos imigrantes que chegam ao Brasil em busca de melhores condições de vida e encontram no empreendedorismo uma alternativa para recomeçar.
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