O vereador Wellington Farias participou, nesta segunda-feira (30), de entrevista à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação, conduzida pelo jornalista Denis Luciano, e fez duras críticas à compra de um prédio pela Prefeitura de Maracajá. Segundo ele, a desapropriação do imóvel surpreendeu até membros do Legislativo e levanta questionamentos sobre planejamento e custo da operação.
Durante a conversa, o parlamentar afirmou que a decisão foi tomada sem diálogo amplo com os vereadores e sem transparência prévia. Ele destacou que o decreto que oficializou a mudança do paço municipal não passou pelo conhecimento antecipado da Câmara.
De acordo com Wellington Farias, o projeto chegou a ser apresentado no fim de 2025, mas não foi votado após o cancelamento de uma sessão extraordinária. Posteriormente, a desapropriação foi realizada por decreto do Executivo.
Críticas ao processo de desapropriação
O vereador relatou que a medida gerou surpresa e insatisfação, inclusive entre parlamentares.
- A desapropriação ocorreu sem votação final na Câmara
- Vereadores teriam sido informados de última hora
- A população, segundo ele, já demonstrava resistência à medida
Farias também questionou a condução política do processo, afirmando que decisões relevantes deveriam passar por maior debate público.
Questionamentos sobre planejamento
Outro ponto central da entrevista foi a crítica à gestão administrativa do município. Para o vereador, a compra do novo prédio é reflexo de falhas no planejamento da prefeitura.
Ele citou como exemplo:
- Obras inacabadas, como a construção de uma escola há anos
- Falta de organização na distribuição de servidores em espaços públicos
- Possibilidade de ampliação da atual sede, sem necessidade de aquisição de novo imóvel
Segundo o parlamentar, a situação atual de espaços apertados seria consequência direta da má gestão de pessoal e estrutura.
Valor do investimento também é alvo de críticas
O custo da aquisição, estimado em mais de R$ 8 milhões, também foi questionado. Embora tenha evitado uma avaliação técnica definitiva, o vereador afirmou que, em sua visão, o valor não condiz com o imóvel.
Ele ainda apontou possíveis gastos adicionais com adaptações, como:
- Adequações de acessibilidade
- Reformas estruturais
- Ajustes para funcionamento de setores públicos
Além disso, mencionou problemas relacionados ao uso do espaço por estudantes, incluindo questões de segurança no entorno.
Debate segue no município
A entrevista reforça o cenário de divergência política em Maracajá sobre a compra do imóvel. Enquanto a administração municipal defende a centralização dos serviços e economia a longo prazo, parte da oposição questiona a legalidade, o custo e a prioridade da medida.
O tema deve continuar em discussão, tanto no Legislativo quanto entre a população, diante do impacto financeiro e estrutural para o município.
FIQUE BEM INFORMADO:
Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
Clique aqui e acompanhe: