A realização de exames de ultrassom em Criciúma virou tema de debate na Câmara de Vereadores após manifestação do vereador Luiz Fontana em entrevista a Rádio Cidade em Dia do grupo SCTODODIA de comunicação, comandada pelo jor que demonstrou preocupação com a continuidade do atendimento no município. Segundo o parlamentar, algumas clínicas estariam desistindo de prestar o serviço devido aos valores pagos pelos exames.
De acordo com Fontana, a situação teria se agravado após a mudança para o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região da Amrec (Cisamrec). Conforme o vereador, os valores praticados atualmente seriam inferiores aos que eram pagos anteriormente pelo Fundo Municipal de Saúde, o que estaria gerando dificuldades na relação entre o poder público e as clínicas prestadoras.
Crítica à criação de centro próprio
Durante a discussão, o vereador também criticou a iniciativa da prefeitura de construir um centro próprio de diagnóstico por imagem. Para ele, os custos com infraestrutura e aquisição de equipamentos seriam elevados.
Fontana argumentou que máquinas utilizadas para exames podem chegar a cerca de R$ 200 mil cada, além das despesas com estrutura física e manutenção. Na avaliação do parlamentar, manter convênios com clínicas privadas poderia representar um custo menor para o município.
Prefeitura defende ampliação do atendimento
Em resposta às críticas, o secretário de Saúde de Criciúma, Deivid Freitas, afirmou que a criação do novo centro de diagnóstico tem como principal objetivo ampliar a oferta de exames no município.
Segundo ele, a rede atual não consegue atender toda a demanda. Atualmente, cerca de 3 mil exames são realizados mensalmente pelos prestadores de serviço conveniados, enquanto o número de novos pedidos chega a aproximadamente 5 mil a 6 mil por mês.
De acordo com o secretário, o novo espaço permitirá reduzir essa diferença e atender parte da demanda reprimida da população.
Valores seguem critérios técnicos
Freitas também destacou que os valores pagos pelos exames não são definidos de forma aleatória. Segundo ele, os preços seguem estudos técnicos, análise de orçamentos locais e referências do banco nacional de preços.
O secretário reforçou ainda que os convênios com clínicas privadas continuarão sendo mantidos para complementar a capacidade de atendimento da rede pública.
Previsão de funcionamento
A expectativa da Secretaria de Saúde é que o novo centro de diagnóstico por imagem entre em funcionamento até o início do próximo semestre.
Inicialmente, a unidade deverá realizar cerca de 3 mil exames por mês, contribuindo para reduzir o tempo de espera dos pacientes que aguardam por procedimentos no sistema público de saúde.
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