Criciúma
Caso Vanessa: advogado pede nova perícia para esclarecer morte
A morte de Vanessa Bez Casagrande, encontrada em Balneário Arroio do Silva, pode ser um feminicídio. O advogado da vítima pediu nova perícia

A morte de Vanessa Bez Casagrande, encontrada sem vida em sua casa em Balneário Arroio do Silva no dia 3 de dezembro, está cercada por dúvidas e novos desdobramentos indicam que o caso pode não ser um suicídio, mas sim um feminicídio. O advogado da vítima, Dr. Oziel Albano, concedeu uma entrevista ao Linha Verdade e destacou inconsistências na investigação inicial que o levaram a solicitar uma nova perícia para esclarecer os fatos.
Dr. Oziel explicou que foi inicialmente contratado para cuidar do processo de divórcio de Vanessa e não tinha envolvimento com a medida protetiva que supostamente existia na época. Contudo, após receber fotografias enviadas pela família da vítima, mostrando hematomas espalhados pelo corpo e um afundamento no crânio, ele decidiu aceitar o pedido do filho de Vanessa, Otávio, para buscar a exumação do corpo e novas análises. Segundo o advogado, as lesões não são compatíveis com a hipótese de enforcamento. Ele ressaltou que também havia uma marca frontal na testa, algo que reforça a possibilidade de agressão. “Se houvesse uma batida na ânsia da morte, seria na parte de trás da cabeça, e não na frente. Esse afundamento é frontal”, destacou.
O advogado revelou que, durante a nova perícia, foram encontrados objetos na casa, como uma pedra e uma cinta, que podem estar relacionados à morte e que não haviam sido analisados na primeira investigação. Ele também mencionou que a medida protetiva, utilizada como base para o pedido judicial, poderia trazer mais indícios sobre possíveis episódios de violência. “A proteção concedida pelo juiz indica que algo existia para justificar essa decisão”, comentou. Além disso, Dr. Oziel afirmou que não há qualquer laudo comprovando a alegação de dependência química de Vanessa, apontada inicialmente como uma possível causa para o suicídio. Caso se confirmem erros ou conclusões precipitadas, a família poderá acionar judicialmente o médico legista responsável.
Segundo o advogado, todas as inconsistências e a falta de informações claras na perícia inicial justificaram o pedido da nova análise. Ele acompanhou o filho de Vanessa durante a segunda perícia, realizada com o delegado responsável pelo caso. Agora, o corpo da vítima segue no Instituto Médico Legal de Araranguá, e o laudo é aguardado para os próximos dias. Dr. Oziel ressaltou que o prazo para conclusão do documento é de 10 dias, mas ainda não há confirmação se será entregue até sexta-feira.
Fonte: Linha Verdade