Abrigo em Itajaí luta contra abandono e preconceito para garantir o bem estar de 450 animais

Confira como contribuir e ajudar nas ações promovidas pela UAPA

Maiquel Machado

Publicado em: 3 de fevereiro de 2026

4 min.
Abrigo em Itajaí luta contra abandono e preconceito para garantir o bem estar de 450 animais. - Foto: Divulgação.

Abrigo em Itajaí luta contra abandono e preconceito para garantir o bem estar de 450 animais. - Foto: Divulgação.

Em um cenário de lotação quase esgotada e histórias de sofrimento, a Unidade de Acolhimento Provisório de Animais (UAPA) de Itajaí se transformou em um santuário de resistência para os animais e seus cuidadores. Atualmente, o local abriga cerca de 450 animais — entre cães, gatos e até cavalos — todos resgatados das ruas ou vítimas de maus-tratos e negligência. A diretora Paula Resch, que comanda o espaço, revela um drama silencioso: o abandono em massa de pitbulls, impulsionado por desinformação e medo.

“As pessoas pegam, adotam, compram, e depois descartam o animal”, afirma Paula, com a voz carregada de cansaço e determinação. Ela explica que um decreto estadual gerou pânico injustificado: ter a raça não é proibido, mas exige responsabilidade — guia e focinheira em espaços públicos. Ainda assim, muitos tutores optam pelo abandono, lotando ainda mais a unidade.

Além dos pitbulls, cães de porte médio e sem raça definida, já adultos, enfrentam o preconceito de potenciais adotantes. “É uma grande demanda”, lamenta a diretora. Todos os animais acolhidos passam por castração, atendimento veterinário completo, vacinação e microchipagem antes de serem liberados para um lar definitivo.

A UAPA funciona também como hospital, com uma ala de internação para casos graves. O abrigo abre de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h, para adoções. Aos finais de semana, o atendimento é por agendamento. A unidade ainda realiza feiras em supermercados e praças e oferece suporte veterinário subsidiado para tutores de baixa renda.

Para quem quer ajudar, a prioridade é a adoção responsável. Quem não pode adotar, pode participar do programa de apadrinhamento, auxiliar na divulgação ou doar itens como produtos de limpeza, mantas e cobertores, essenciais para o conforto dos animais, especialmente no inverno.

Enquanto isso, 450 olhares esperam, atrás das grades de um abrigo, por uma segunda chance. A história da UAPA é um retrato cru de abandono, mas também de resiliência — e de um apelo urgente por mais empatia. Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp: (47) 98857-9891 ou na página do Instagram: @uapa.itajai.


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