As praias do litoral sul de Santa Catarina estão sendo monitoradas diariamente por equipes especializadas para proteger a fauna marinha e avaliar possíveis impactos ambientais na região. O trabalho é coordenado pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), dentro do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP), e foi detalhado pela professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski durante entrevista concedida nesta segunda-feira (02) à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação.
O PMP é uma exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ação está vinculada a estudos geológicos realizados na Bacia de Pelotas e prevê o acompanhamento diário da faixa litorânea ao longo de dois anos consecutivos, com o objetivo de identificar e mensurar possíveis impactos dessas atividades sobre a fauna marinha.
Monitoramento diário e coleta de dados científicos
No trecho sob responsabilidade da UNESC, o monitoramento ocorre entre a Barra do Rio Araranguá e a Barra do Camacho, abrangendo cerca de 58 quilômetros de praia percorridos diariamente desde o dia 24 de novembro. As equipes realizam o deslocamento por terra ao longo da orla, observando a presença de animais marinhos encalhados, vivos ou mortos.
Durante as atividades, são registrados casos envolvendo tartarugas, golfinhos, aves marinhas, além de mamíferos de maior porte, como lobos-marinhos, leões-marinhos e baleias. Quando são encontradas carcaças em condições adequadas, é feita a biometria e, em casos específicos, o material é encaminhado ao Centro de Estabilização de Laguna, na Udesc, para necropsia e análise da possível causa da morte.
Segundo a coordenadora do projeto, os dados coletados são de acesso público e servirão de base para pesquisas científicas futuras, ampliando o conhecimento sobre a fauna marinha no Sul do Brasil.
Atendimento a animais vivos e orientação à população
Além do registro de encalhes, o projeto também atua no atendimento a animais vivos. Quando um animal é encontrado ferido, veterinários são acionados imediatamente para realizar o resgate e o encaminhamento ao centro especializado. Em situações em que o animal está apenas descansando, mas exposto a riscos, como a presença de cães ou grande aglomeração de pessoas, as equipes realizam o isolamento da área ou o deslocamento para um local mais seguro.
A professora reforçou a importância da colaboração da população, destacando que a aproximação excessiva e o contato físico com os animais podem causar estresse e agravar a situação. Em casos de avistamento de animais vivos ou mortos na praia, a orientação é acionar a equipe do projeto pelo telefone (48) 99183-8663.
Trabalho integrado no Sul do Brasil
O Projeto de Monitoramento de Praias envolve diversas instituições de ensino e organizações, como UNESC, Udesc, Univale, Educamar e UFRGS. Juntas, elas cobrem toda a faixa litorânea entre Laguna, em Santa Catarina, e Palmares do Sul, no Rio Grande do Sul, garantindo um acompanhamento contínuo da fauna marinha em uma área que, até recentemente, não contava com esse tipo de monitoramento sistemático.
Para a coordenação do projeto, a atuação conjunta das instituições e o engajamento da comunidade são fundamentais para assegurar resultados consistentes e fortalecer a preservação dos oceanos no litoral sul do país.
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