O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) divulgou o relatório de balneabilidade nº 10, com dados referentes à semana de 12 a 16 de janeiro de 2026. O levantamento aponta que, dos 260 pontos monitorados ao longo do litoral catarinense, 171 estão próprios para banho, o que corresponde a 65,77% do total analisado.
O monitoramento é realizado semanalmente e tem como objetivo orientar moradores e turistas sobre a qualidade da água do mar, especialmente durante a alta temporada de verão, quando o fluxo de banhistas aumenta de forma significativa.
Situação em Florianópolis
Na capital catarinense, o cenário é semelhante à média estadual. Dos 88 pontos avaliados em Florianópolis, 59 foram classificados como próprios para banho, representando 67,05% das áreas monitoradas. Os dados reforçam a importância de o banhista verificar as condições específicas de cada praia antes de entrar no mar.
Como funciona a classificação da balneabilidade
O Programa de Monitoramento da Balneabilidade é regulamentado pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A classificação leva em conta a concentração da bactéria Escherichia coli, indicadora de contaminação fecal e de riscos à saúde humana.
A água é considerada:
- Própria para banho: quando, em 80% ou mais das amostras coletadas nas últimas cinco semanas no mesmo local, houver no máximo 800 Escherichia coli por 100 mililitros de água.
- Imprópria para banho: quando mais de 20% das amostras das últimas cinco semanas apresentarem concentração superior a 800 Escherichia coli por 100 mililitros, ou quando a última coleta indicar mais de 2.000 bactérias por 100 mililitros.
Alerta aos banhistas após chuvas intensas
O IMA reforça que o banho de mar não é recomendado nas primeiras 24 a 48 horas após chuvas intensas. Nessas situações, a água da chuva que escoa pelas ruas pode carregar resíduos, sedimentos e contaminantes, que acabam sendo despejados no mar por meio de galerias pluviais e canais.
Além disso, áreas próximas à saída desses canais devem ser evitadas, pois apresentam maior risco de contaminação. A exposição à água imprópria pode causar problemas de saúde, como irritações na pele, conjuntivites e infecções gastrointestinais.
O relatório completo, com a identificação de cada ponto monitorado, é atualizado semanalmente e serve como ferramenta essencial para a segurança de quem frequenta o litoral catarinense.
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