Uma espécie de planta que era considerada desaparecida da natureza há mais de cem anos voltou a chamar a atenção da ciência brasileira. Pesquisadores localizaram novos exemplares da Begonia larorum, uma planta rara que não era registrada desde o início do século passado.
A redescoberta ocorreu na Ilha de Alcatrazes, arquipélago localizado no litoral de São Paulo. O local é conhecido pela grande diversidade de espécies e por possuir áreas de difícil acesso, o que ajuda a preservar parte da vegetação nativa.
De acordo com o estudo divulgado em revista científica internacional, a espécie não tinha registros confirmados desde 1920, o que levou muitos especialistas a considerarem que ela poderia ter sido extinta.
Área isolada ajudou na sobrevivência
A sobrevivência da planta pode estar relacionada justamente ao isolamento do local onde foi encontrada. A ilha possui áreas pouco exploradas e com vegetação preservada, especialmente em encostas mais íngremes.
Mesmo assim, o ambiente também sofreu pressões ao longo do tempo. Durante décadas, a região foi utilizada como área de treinamento militar, o que provocou incêndios e favoreceu a presença de espécies invasoras.
Apesar dessas mudanças, os pesquisadores identificaram um pequeno grupo da begônia em uma área protegida da ilha.
Descoberta ocorreu durante expedição científica
O reencontro com a planta ocorreu durante uma expedição realizada em 2024. Durante o trabalho de campo, um dos pesquisadores reconheceu características que coincidiam com descrições históricas da espécie.
Após a identificação inicial, a equipe realizou novas buscas na região e conseguiu localizar 19 exemplares da planta, alguns deles em fase de reprodução, o que indica que a população ainda pode se manter na natureza.
Espécie pode ser considerada criticamente ameaçada
Com a confirmação da existência da Begonia larorum, os pesquisadores agora defendem que a espécie seja incluída na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) na categoria de criticamente ameaçada.
Além do registro científico, parte do material coletado será cultivado em laboratório para garantir a preservação genética da planta e possibilitar estudos futuros.
Para os cientistas, a descoberta reforça a importância da conservação de áreas naturais e mostra que regiões pouco exploradas ainda podem guardar espécies raras ou pouco conhecidas pela ciência.
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