Tempestade solar moderada pode atingir a Terra nesta semana

Erupção de classe M2,7 registrada nesta segunda-feira (16) lançou nuvem de partículas em direção ao planeta e pode provocar auroras e interferências em comunicações

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 16 de março de 2026

5 min.
Erupção solar de classe M2,7 registrada nesta segunda-feira pode provocar tempestade geomagnética moderada na Terra na quinta-feira (19)

Erupção solar de classe M2,7 registrada nesta segunda-feira pode provocar tempestade geomagnética moderada na Terra na quinta-feira (19). - Foto: Canva

Uma erupção solar de intensidade moderada registrada nesta segunda-feira (16) pode provocar efeitos na Terra nos próximos dias. O fenômeno foi identificado por cientistas que monitoram a atividade do Sol e gerou uma ejeção de massa coronal — uma grande nuvem de partículas magnetizadas lançada no espaço.

Segundo dados divulgados por centros internacionais de monitoramento espacial, essa nuvem segue em direção ao planeta e pode atingir a Terra na quinta-feira (19), provocando uma tempestade geomagnética classificada como nível 2, considerada moderada em uma escala que vai até 5.

Esse tipo de evento ocorre quando partículas solares interagem com o campo magnético terrestre, podendo causar interferências em sistemas tecnológicos e fenômenos luminosos na atmosfera.

Possíveis impactos do fenômeno

Apesar de não ser considerado um evento extremo, especialistas apontam que a tempestade solar pode provocar alguns efeitos temporários, principalmente em sistemas sensíveis à radiação espacial.

Entre os possíveis impactos estão:

  • interferências em comunicações por rádio de alta frequência;
  • instabilidade em satélites que orbitam a Terra;
  • pequenas oscilações em redes elétricas, especialmente em regiões de alta latitude;
  • auroras boreais mais intensas, visíveis em áreas próximas aos polos.

Em períodos de atividade solar elevada, esses eventos podem ocorrer com maior frequência e intensidade.

Entenda como são classificadas as erupções solares

As explosões solares são classificadas de acordo com a quantidade de energia liberada. Essa escala ajuda cientistas a estimar o potencial de impacto no ambiente espacial próximo à Terra.

Veja como funciona a classificação:

  • Classe X: as mais intensas, capazes de provocar fortes interferências em comunicações e sistemas orbitais;
  • Classe M: intensidade média, podendo causar interrupções temporárias em sinais de rádio e gerar auroras;
  • Classe C: eventos menores, com efeitos limitados;
  • Classe B: cerca de dez vezes mais fracas que as de classe C;
  • Classe A: as menores erupções registradas, geralmente sem impactos perceptíveis.

Atividade solar ocorre de forma natural

Erupções solares fazem parte do comportamento natural do Sol. O astro possui um campo magnético complexo que pode gerar explosões capazes de liberar energia e partículas no espaço.

Esses fenômenos acontecem diversas vezes ao longo do ano e costumam se intensificar durante períodos de maior atividade solar, quando o número de manchas solares aumenta e o campo magnético se torna mais instável.

Mesmo quando provocam tempestades geomagnéticas moderadas, a maior parte desses eventos não representa risco direto para a população, mas exige monitoramento constante por causa do possível impacto em satélites e sistemas de comunicação.


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