A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) iniciou o monitoramento ambiental de quase 53 quilômetros de praias no Sul de Santa Catarina, no trecho entre os municípios de Balneário Rincão e Jaguaruna. A ação integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP), exigido no processo de licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama.
O projeto está vinculado às atividades de pesquisa e aquisição de dados geológicos realizadas pela empresa TGS na Bacia de Pelotas, considerada uma nova fronteira exploratória com potencial estratégico para o setor energético brasileiro.
Monitoramento diário e atendimento à fauna marinha
O trabalho de campo ocorre de segunda a sexta-feira e envolve o atendimento a encalhes de animais marinhos, resgate de animais vivos e recolhimento de animais mortos, seguindo protocolos técnicos definidos pelo projeto. As equipes também atendem chamados feitos pela comunidade e por órgãos ambientais.
As ações são executadas por equipes multidisciplinares formadas por biólogos, médicos veterinários, oceanógrafos e outros profissionais da área ambiental, todos capacitados para atuar no monitoramento costeiro e no atendimento especializado à fauna marinha.
Compromisso institucional com a sustentabilidade
Para a reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, a participação da Universidade reforça o papel da Instituição na produção científica e na preservação ambiental.
Segundo ela, integrar um projeto de abrangência internacional fortalece o compromisso da Unesc com a sustentabilidade, valoriza seus pesquisadores e amplia o impacto positivo das ações desenvolvidas na região Sul do estado.
Histórico de atuação ambiental da Unesc
A atuação da Universidade no PMP-BP dá continuidade a um trabalho consolidado há mais de 15 anos. Desde 2007, a Unesc integra a Rede de Encalhes de Mamíferos Aquáticos do Sul do Brasil (Remasul), por meio do Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski, realizando monitoramentos periódicos no litoral sul catarinense.
A coordenadora do Projeto de Monitoramento de Praias – Setor B, professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski, destaca que o acompanhamento sistemático dos encalhes é essencial para compreender as transformações nos ecossistemas marinhos e subsidiar estratégias de conservação da biodiversidade.
Como será a participação da Unesc no projeto
O Museu de Zoologia da Unesc é responsável pela execução do projeto no trecho sob sua coordenação, em uma operação contínua prevista para os próximos 26 meses. A estrutura inclui espaços adequados para apoio às equipes de campo e para a análise dos dados coletados.
Entre as atribuições estão:
- Monitoramento diário de trechos específicos da orla;
- Registro e coleta de carcaças de aves, tartarugas e mamíferos marinhos;
- Alimentação de bancos de dados públicos utilizados em estudos nacionais;
- Resgate de animais vivos, com encaminhamento para atendimento veterinário na base da Udesc, em Laguna;
- Transporte de animais mortos para necropsia, com análise das causas de óbito e possíveis impactos ambientais.
Educação ambiental e produção de conhecimento
Além das atividades técnicas, o projeto prevê ações de educação e sensibilização ambiental junto à comunidade, fortalecendo a relação entre ciência e sociedade. O material biológico coletado também será incorporado às coleções científicas e didáticas do Museu de Zoologia da Unesc, ampliando o potencial de pesquisa, conservação e educação ambiental da Instituição.
Contato para comunicação de encalhes
Quem encontrar animais marinhos vivos ou mortos no litoral monitorado pode entrar em contato pelo telefone (48) 99183-8663, que também atende via WhatsApp.
Projeto de abrangência regional
O PMP-BP cobre cerca de 260 quilômetros de litoral, entre Laguna (SC) e Palmares do Sul (RS). A coordenação geral é da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com divisão das atividades em cinco setores operacionais, executados por diferentes instituições de ensino e pesquisa.
Segundo o Ibama, o monitoramento de praias é utilizado desde o início dos anos 2000 como ferramenta para avaliar impactos ambientais no meio marinho. Com a ampliação do projeto, todas as praias de Santa Catarina passam a ser monitoradas de forma sistemática.
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