Adoção de pets no Brasil: 80% vêm de resgates informais

Pesquisa revela baixa participação de ONGs e destaca desafios que ainda levam à devolução de cães e gatos no país

Redação

Publicado em: 10 de abril de 2026

4 min.
Adoção de pets no Brasil 80% vêm de resgates informais. - Foto: Canva

Adoção de pets no Brasil 80% vêm de resgates informais. - Foto: Canva

A adoção de cães e gatos no Brasil ocorre, na maioria dos casos, fora de instituições formais. Levantamento da GoldeN, em parceria com a Opinion Box, mostra que 8 em cada 10 animais adotados chegam aos lares por meio de resgates diretos ou indicações de conhecidos.

O estudo detalha que 34% dos pets foram retirados das ruas pelos próprios tutores, enquanto 46% vieram por meio da rede de contatos, como amigos e familiares. Já ONGs e abrigos respondem por apenas 18% das adoções, divididas igualmente entre as duas frentes.

Predomínio de vira-latas marca cenário nacional

Outro dado relevante é o perfil dos animais adotados. Os pets sem raça definida (SRD), conhecidos como vira-latas, são maioria nos lares brasileiros.

  • 75% dos gatos adotados são SRD
  • 28% dos cães também se enquadram nessa categoria

Apesar da predominância, o preconceito ainda persiste. Cerca de 60% dos entrevistados acreditam que há discriminação contra esses animais. Por outro lado, 86% defendem que a adoção de vira-latas deve ser incentivada.

Principais desafios da adoção responsável

A pesquisa mostra que adotar é apenas o primeiro passo. A permanência do animal no novo lar ainda enfrenta obstáculos importantes.

Entre os principais motivos para devolução de pets estão:

  • Problemas financeiros: 48%
  • Dificuldades com o comportamento do animal: 39%

As dificuldades variam conforme a idade dos tutores. Jovens entre 18 e 29 anos apontam a instabilidade financeira como principal barreira, enquanto pessoas mais velhas relatam falta de tempo e desafios no manejo do comportamento dos animais.

Apoio pós-adoção pode reduzir abandono

Um dos pontos de maior consenso no levantamento é a necessidade de suporte após a adoção. Para 87% dos entrevistados, esse acompanhamento é essencial para evitar novos abandonos.

As principais demandas incluem:

  • Consultas veterinárias gratuitas ou com desconto (65%)
  • Campanhas educativas sobre posse responsável (55%)

O estudo indica que ampliar o acesso à saúde animal e investir em educação são medidas decisivas para garantir o bem-estar dos pets e a continuidade das adoções.


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