O câncer em animais de estimação é uma das principais causas de morte no mundo pet e exige atenção redobrada dos tutores. O alerta foi feito pelo médico veterinário Franck Cardoso, especialista em oncologia e anestesia, durante participação no podcast Papo Pet, do Grupo SCTODODIA de Comunicação.
Segundo o especialista, o avanço da medicina veterinária permite hoje diagnósticos mais rápidos e tratamentos eficazes, aumentando as chances de cura e garantindo qualidade de vida aos animais, mesmo em casos mais delicados.
Principais tipos de câncer em pets
De acordo com o veterinário, os tumores de pele lideram os casos atendidos na rotina clínica, representando mais de 50% das ocorrências. Entre os mais comuns, destacam-se:
- Tumores de mama (principalmente em fêmeas)
- Mastocitoma (tumor de pele ligado a células de defesa)
- Carcinomas (feridas que não cicatrizam, comuns em animais claros expostos ao sol)
A recomendação é simples e essencial: observar e tocar o animal regularmente.
“Quanto menor o nódulo, maiores as chances de sucesso no tratamento”, destaca o especialista.
Diagnóstico: rápido, acessível e essencial
O primeiro passo diante de qualquer suspeita é o diagnóstico. Entre os métodos mais utilizados estão:
- Citologia: exame simples, rápido e de baixo custo, feito com agulha
- Biópsia: retirada de tecido para análise mais detalhada
A citologia costuma ser suficiente em muitos casos, mas a biópsia é indicada quando há necessidade de entender a gravidade e o tipo exato do tumor.
Tratamentos disponíveis para câncer em animais
O tratamento varia conforme o tipo e estágio da doença. As principais abordagens incluem:
1. Cirurgia
É a forma mais comum de tratamento, especialmente em tumores de pele. O procedimento é planejado para retirar não apenas o tumor visível, mas também possíveis células ao redor.
2. Quimioterapia
Diferente da medicina humana, a quimioterapia em pets costuma ter menos efeitos colaterais. O objetivo é eliminar células cancerígenas que não podem ser removidas cirurgicamente.
3. Eletroquimioterapia
Técnica moderna que combina corrente elétrica com quimioterapia para atingir células tumorais remanescentes.
4. Cuidados paliativos
Quando a cura não é possível, o foco passa a ser o bem-estar do animal, com controle da dor e manutenção da qualidade de vida.
Qualidade de vida é prioridade no tratamento
Independentemente da idade do pet ou do tipo de câncer, o principal objetivo do tratamento é garantir qualidade de vida.
Isso inclui:
- Controle da dor
- Alimentação adequada
- Manutenção do comportamento natural (brincar, se alimentar, interagir)
Casos mais avançados exigem decisões delicadas, sempre baseadas no bem-estar do animal e em orientação profissional.
Alimentação e saúde: qual a relação?
A alimentação também pode influenciar na saúde geral do pet. Embora não existam comprovações diretas de que a ração cause câncer, fatores como obesidade e inflamações crônicas podem impactar o organismo.
Entre os pontos de atenção:
- Evitar obesidade
- Oferecer alimentação balanceada
- Buscar orientação profissional para dietas naturais
“Alimentação natural não é dar restos de comida. É preciso equilíbrio nutricional”, ressalta o veterinário.
Anestesia veterinária: segura e personalizada
Outro ponto que gera dúvidas entre tutores é a anestesia. Segundo o especialista, o procedimento é seguro quando realizado com avaliação prévia e monitoramento adequado.
Antes da anestesia, são feitos exames como:
- Avaliação sanguínea
- Eletrocardiograma
Além disso, cada paciente recebe um protocolo individualizado, o que reduz riscos e melhora a recuperação.
O podcast Papo Pet, do Grupo SCTODODIA, vai ao ar aos sábados às 17h30 e domingos às 19h, na Rádio Cidade em Dia 89.1 FM. Confira o episódio completo.
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