Bolsonaro piora na UTI e médicos acendem alerta sobre estado grave

Boletim médico aponta agravamento da função renal e aumento de marcadores inflamatórios enquanto ex-presidente trata pneumonia bacteriana em Brasília

Redação

Publicado em: 14 de março de 2026

4 min.
Bolsonaro piora na UTI e médicos acendem alerta sobre estado grave. - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Bolsonaro piora na UTI e médicos acendem alerta sobre estado grave. - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou piora na função renal e aumento dos marcadores inflamatórios, segundo boletim médico divulgado neste sábado (14). Ele está internado desde sexta-feira (13) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília.

De acordo com a equipe médica, Bolsonaro permanece clinicamente estável, mas o quadro exige atenção. O ex-presidente segue em tratamento para pneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração, situação considerada delicada pelos médicos.

O boletim informa que ele continua recebendo antibióticos, hidratação intravenosa, fisioterapia respiratória e motora, além de medidas preventivas contra trombose venosa. Até o momento, não há previsão de alta da UTI.

O comunicado é assinado pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. e Allisson B. Barcelos Borges.

Internação ocorreu após mal-estar durante a madrugada

Bolsonaro foi internado após apresentar náuseas, tremores, febre e calafrios durante a madrugada de sexta-feira (13). O episódio ocorreu na Papudinha, sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar em Brasília, onde ele cumpre pena.

Por volta das 6h45, o senador Flávio Bolsonaro informou que a equipe médica foi acionada diante da piora no quadro clínico. Os profissionais decidiram pela transferência imediata para o hospital DF Star.

Ao chegar à unidade hospitalar, o ex-presidente recebeu suporte de oxigênio por cateter nasal e passou por exames laboratoriais e tomografia para avaliação detalhada do estado de saúde.

Pneumonia pode estar ligada a complicações da facada de 2018

Segundo o médico Claudio Birolini, responsável pelo atendimento, o quadro de pneumonia aspirativa já havia sido mencionado em relatórios médicos enviados ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

A complicação está associada a episódios de refluxo recorrentes enfrentados por Bolsonaro desde a facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.

Ainda na sexta-feira, Birolini afirmou que, apesar da estabilidade clínica naquele momento, o estado de saúde do ex-presidente era considerado “extremamente grave”.

Internação pode durar pelo menos uma semana

A equipe médica informou que a internação deve durar ao menos sete dias, dependendo da evolução do tratamento.

Boletim divulgado anteriormente pelo hospital relatou que Bolsonaro chegou à unidade com febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios, sintomas compatíveis com infecção pulmonar.

O ex-presidente cumpre pena desde janeiro, após condenação a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.


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