A Colômbia investiga a possível origem de um artefato explosivo encontrado próximo à fronteira com o Equador. A suspeita foi levantada pelo presidente Gustavo Petro, que afirmou na segunda-feira (16) que o país pode ter sido alvo de um bombardeio vindo do território equatoriano.
Segundo o chefe de Estado colombiano, a bomba teria sido lançada de um avião. A declaração foi feita durante uma reunião ministerial, na qual Petro ressaltou que o caso ainda precisa ser apurado com rigor.
“Foi encontrada uma bomba lançada de um avião. Vamos investigar melhor as circunstâncias, muito perto da fronteira com o Equador, o que reforça um pouco minha suspeita, mas é preciso apurar bem que estão nos bombardeando a partir do Equador e não são grupos armados”, afirmou.
Investigação e suspeitas
O presidente destacou que, inicialmente, não há indícios de envolvimento de grupos armados, hipótese comum em regiões de fronteira. A principal linha de apuração considera a possibilidade de ação externa, o que eleva a gravidade do caso.
Até o momento, o governo colombiano não apresentou provas conclusivas sobre a origem do artefato, e o episódio segue em investigação.
Crise diplomática em curso
A acusação ocorre em meio a um cenário de tensão entre Colômbia e Equador. O governo equatoriano, liderado por Daniel Noboa, anunciou a aplicação de uma taxa de 30% sobre produtos colombianos, medida em vigor desde 1º de fevereiro.
O Equador justificou a decisão com base em um suposto déficit comercial e na alegada falta de cooperação da Colômbia no combate ao tráfico de drogas. A administração de Petro nega essas acusações.
Retaliações comerciais
Em resposta às medidas equatorianas, a Colômbia adotou ações de retaliação:
- Suspensão das exportações de eletricidade para o Equador;
- Imposição de tarifa de 30% sobre 20 produtos equatorianos;
O episódio envolvendo a bomba pode intensificar ainda mais a crise diplomática entre os dois países, dependendo do resultado das investigações.
Possíveis desdobramentos
Caso seja confirmada a origem externa do artefato, o caso pode gerar repercussões políticas e diplomáticas relevantes na América do Sul, incluindo pedidos formais de explicação e eventual escalada de tensões entre os governos.
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