As investigações sobre o esquema de descontos ilegais em aposentadorias do INSS avançaram e passaram a incluir o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, segundo reportagem publicada pelo portal Metrópoles. Dois ex-dirigentes da instituição estariam em fase avançada de delação premiada e teriam citado o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no contexto das apurações.
O caso envolve suspeitas de desvio de recursos de aposentados por meio de entidades que realizavam descontos indevidos nos benefícios. De acordo com a Polícia Federal, o esquema pode ter movimentado dezenas de milhões de reais entre 2023 e 2024, com repasses ilícitos a servidores e agentes políticos.
O que está sendo investigado
As apurações indicam que entidades realizavam descontos automáticos em aposentadorias sem autorização dos beneficiários. Parte desses valores, segundo a investigação, teria sido direcionada ao pagamento de propinas.
Entre os nomes apontados está o de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que também negocia acordo de delação premiada. Mensagens obtidas pela investigação apontariam pedidos de pagamentos no valor de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger, herdeira e amiga de Fábio Luís.
Além disso, um ex-funcionário de Antônio afirmou, no fim do ano passado, que o lobista teria pago R$ 25 milhões, além de uma quantia mensal de R$ 300 mil, ao filho do presidente. As informações constam nas apurações que tramitam sob sigilo.
Defesa nega envolvimento
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer participação no esquema investigado. Os advogados já solicitaram acesso ao processo no Supremo Tribunal Federal (STF) para verificar se ele figura formalmente como investigado.
Até o momento, não há confirmação pública de denúncia formal apresentada contra Lulinha no âmbito do caso.
Possível impacto político
O avanço das investigações ocorre em um momento sensível do calendário político, com as eleições se aproximando. Caso haja confirmação de envolvimento de pessoas ligadas ao presidente, o episódio pode gerar repercussões no cenário eleitoral.
Pesquisas recentes indicam que o presidente Lula aparece tecnicamente empatado em um eventual segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro. Em dezembro do ano passado, o próprio presidente declarou que, se algum filho estivesse envolvido em irregularidades, deveria ser investigado.
Próximos passos
As delações ainda dependem de homologação judicial e validação das informações apresentadas. A Polícia Federal segue com a análise de documentos, mensagens e movimentações financeiras para confirmar ou descartar as suspeitas.
O caso permanece sob acompanhamento das autoridades e pode ter novos desdobramentos nas próximas semanas.
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