Deputado catarinense propõe tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres

Em entrevista à Rádio Cidade Tubarão 103.7 FM, Goetten afirmou que as medidas protetivas atuais nem sempre conseguem coibir a ação dos agressores

Eduardo Fogaça

Publicado em: 11 de março de 2026

4 min.
Deputado catarinense propõe tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres. Foto: Divulgação

Deputado catarinense propõe tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres. Foto: Divulgação

O deputado federal Jorge Goetten (Republicanos) defendeu a adoção obrigatória de tornozeleira eletrônica para homens acusados de agredir mulheres que estejam sob medida protetiva da Justiça. A proposta faz parte de um projeto de lei apresentado pelo parlamentar para ampliar a proteção às vítimas de violência doméstica.

Em entrevista à Rádio Cidade Tubarão 103.7 FM, Goetten afirmou que as medidas protetivas atuais nem sempre conseguem impedir que agressores se aproximem das vítimas, o que pode resultar em novos episódios de violência.

Segundo o deputado, a ideia é que o agressor seja monitorado por meio de tornozeleira eletrônica e que a vítima também tenha acesso ao sistema de acompanhamento. Dessa forma, caso o homem se aproxime da área determinada pela Justiça, a mulher seria alertada e poderia buscar ajuda imediatamente.

“Essas medidas protetivas não estão protegendo a vítima como deveriam. Com a tornozeleira eletrônica, além do monitoramento pela polícia, a própria vítima poderia perceber quando o agressor está se aproximando e acionar as autoridades”, explicou o parlamentar.

Como funcionaria o monitoramento

De acordo com o projeto defendido por Goetten, o mecanismo teria dois níveis de acompanhamento:

  • Monitoramento policial: o agressor seria acompanhado pelas autoridades por meio da tornozeleira eletrônica.
  • Alerta para a vítima: a mulher também teria acesso ao sistema e poderia receber aviso caso o agressor se aproxime.
  • Ação preventiva: ao perceber o risco, a vítima poderia procurar imediatamente a polícia, o fórum ou um local seguro.

Para o deputado, o objetivo é evitar tragédias e dar mais tempo de reação às vítimas, especialmente em casos em que o agressor descumpre decisões judiciais.

Caso recente motivou defesa da proposta

Durante a entrevista, Goetten citou um caso recente ocorrido em Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, em que uma mulher foi morta pelo ex-companheiro mesmo após buscar ajuda.

Segundo o parlamentar, a vítima tentou se proteger e chegou a procurar uma delegacia e um batalhão da Polícia Militar, mas acabou sendo assassinada em frente à unidade policial.

Para o deputado, situações como essa mostram a necessidade de reforçar os mecanismos de proteção às mulheres que sofrem violência doméstica.

“A intenção é criar mais uma camada de segurança para evitar tragédias e proteger as vítimas desses agressores”, afirmou.

O projeto ainda deve passar pelas etapas de tramitação no Congresso Nacional antes de ser analisado e votado pelos parlamentares.


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