O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha anunciou que pretende disputar uma vaga de deputado federal por Minas Gerais nas próximas eleições. A confirmação foi feita por meio de uma publicação em suas redes sociais, na qual o político destacou a relevância estratégica do estado no cenário nacional.
No comunicado, Cunha afirmou que Minas Gerais representa a “síntese do Brasil” por reunir diversidade econômica, social e geográfica, além de fazer fronteira com diferentes regiões do país. Segundo ele, essa característica confere ao estado um papel central nas decisões políticas nacionais.
Peso político de Minas Gerais
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo. Ao justificar a escolha, Eduardo Cunha citou o desempenho recente do eleitorado mineiro, lembrando a disputa presidencial de 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Jair Bolsonaro (PL) por uma margem apertada no estado.
Para Cunha, esse resultado reforça a influência de Minas nas definições políticas do país. “O que acontece em Minas acontece no Brasil”, afirmou, ao mencionar a proximidade geográfica com Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, além das diferenças internas entre as regiões mineiras.
Críticas à política local
Ao comentar o cenário político estadual, o ex-presidente da Câmara avaliou que Minas Gerais “tem um papel muito maior do que exerce hoje”. Ele também fez críticas à gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT), classificando o período como um “desastre” administrativo.
Segundo Cunha, a decisão de concorrer pelo estado faz parte de uma estratégia para recolocar Minas no centro do debate político nacional.
Trajetória política e condenações
Eduardo Cunha presidiu a Câmara dos Deputados entre 2015 e 2016, período marcado por forte protagonismo político, antes de ter o mandato cassado em meio às investigações da Operação Lava-Jato. Em 2022, tentou retornar ao Legislativo ao disputar uma vaga de deputado federal por São Paulo, mas não foi eleito.
Condenado em 2017 pelo então juiz federal Sergio Moro por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Cunha recebeu pena de 15 anos e quatro meses de prisão. Em 2023, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal anulou uma das condenações por questões de competência e determinou o envio do caso à Justiça Eleitoral.
A eventual candidatura ainda dependerá do cumprimento das exigências legais e eleitorais previstas para o próximo pleito.
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