A escolha da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados provocou repercussão política e evidenciou divergências internas dentro do campo da esquerda no Congresso.
A eleição ocorreu em meio a articulações dentro da bancada do PSOL. Nos bastidores, aliados da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) defendiam que ela assumisse o comando do colegiado, citando sua atuação histórica em pautas relacionadas à representação feminina.
Com a vitória de Hilton, o episódio passou a ser interpretado por alguns parlamentares como um sinal de disputa interna por espaço e protagonismo político dentro do partido.
Bastidores no Congresso reacendem discussões
Após a eleição, conversas nos corredores da Câmara também resgataram um episódio envolvendo parlamentares ligados à esquerda.
Nos últimos meses, a separação entre o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) e a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) gerou comentários entre parlamentares. O relacionamento entre os dois havia se tornado público em 2023.
Após o anúncio do fim da relação, ocorrido em janeiro, especulações circularam sobre possíveis impactos nas relações internas dentro do grupo político. Também surgiram rumores envolvendo a deputada Talíria Petrone, embora não haja confirmação oficial sobre qualquer vínculo nesse sentido.
Parlamentares evitam comentar vida pessoal
Procurado para comentar o assunto, Orlando Silva confirmou o término do relacionamento com Fernanda Melchionna, mas rejeitou qualquer especulação envolvendo outros parlamentares.
Segundo ele, o fim do relacionamento ocorreu de forma tranquila.
O deputado também afirmou estranhar a repercussão do tema no ambiente político, sugerindo que a exposição da situação pode ter motivações alheias à vida pessoal dos envolvidos.
Por meio de assessoria, Talíria Petrone informou que não comenta assuntos relacionados à vida privada e que segue concentrada nas atividades parlamentares.
A equipe da deputada Fernanda Melchionna também preferiu não se manifestar sobre o tema.
Debate político sobre representatividade
A eleição de Erika Hilton para comandar a Comissão da Mulher também abriu espaço para um debate político sobre representatividade no colegiado.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) comentou o assunto e afirmou que, na visão dela, pautas relacionadas aos direitos das pessoas trans deveriam ser tratadas em outros espaços institucionais.
A declaração gerou reações nas redes sociais e entre parlamentares de diferentes espectros políticos.
Polêmica após comentário em programa de TV
O tema ganhou ainda mais repercussão depois de declarações do apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, durante seu programa de televisão exibido na noite de quarta-feira (11).
Na atração, o apresentador criticou a escolha de Hilton para o comando da comissão e mencionou sua identidade de gênero.
Em resposta, a deputada afirmou que decidiu acionar a Justiça contra o comunicador, alegando que as declarações representaram um ataque não apenas contra ela, mas também contra mulheres trans.
O episódio ampliou o debate público sobre identidade de gênero, representação política e limites do discurso no espaço público.
FIQUE BEM INFORMADO:
📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina! Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe