O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a integrar, nesta segunda-feira (2), a equipe de advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, em meio à pré-campanha à Presidência da República.
Ao compor formalmente a defesa, Flávio passa a ter acesso livre à unidade prisional durante os preparativos para a disputa eleitoral. Como filho, ele teria direito a visitas apenas duas vezes por semana — às quartas-feiras e aos sábados.
Estratégia política e articulação eleitoral
Mesmo detido, Jair Bolsonaro tem mantido interlocução com aliados e discutido estratégias tanto para o Palácio do Planalto quanto para a composição de alianças nos estados. A inclusão de Flávio na defesa é vista como parte dessa articulação política.
Flávio Bolsonaro é formado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, e obteve registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em julho de 2006.
Antes dele, o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida já havia sido substabelecido como advogado do ex-presidente, também com o objetivo de auxiliar na articulação política.
A defesa de Jair Bolsonaro é composta ainda pelos advogados Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e João Henrique Nascimento Freitas.
Comparação com estratégia adotada por Lula em 2018
A movimentação remete a estratégia semelhante adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018, quando estava preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba durante a pré-campanha presidencial.
Na ocasião, o então candidato contou com a atuação de Fernando Haddad, que resgatou sua inscrição na OAB para integrar a defesa. Lula lançou candidatura mesmo detido, com Haddad como vice. Posteriormente, Haddad assumiu a cabeça da chapa, que teve como vice a ex-deputada Manuela D’Ávila.
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