O senador por Santa Catarina, Jorge Seif (PL), criticou duramente as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023 e afirmou que houve a construção de uma “narrativa de golpe” no país. As declarações foram feitas durante entrevista à Rádio Cidade Em Dia 89.1 FM, em Criciúma.
Críticas à condução dos processos
No entrevista, Seif afirmou que não houve tentativa real de tomada de poder e que os acontecimentos daquele dia não reuniram elementos característicos de um golpe de Estado. Segundo o senador, não existiram armas, tanques, tropas organizadas, ordens escritas ou decretos que sustentassem essa tese.
De acordo com ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro acabou responsabilizado judicialmente mesmo estando fora do Brasil no período em que os atos ocorreram. Seif disse não concordar com essa responsabilização e afirmou que a oposição tentou questionar o tema por meio da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).
Acusações de interferência política
O senador catarinense também declarou que, em sua avaliação, houve uma atuação conjunta entre o governo federal e o STF para consolidar a narrativa de golpe, com o objetivo de enfraquecer a direita brasileira e, especialmente, o entorno político de Jair Bolsonaro.
Durante a entrevista, Seif afirmou que o país estaria vivendo um momento em que o Judiciário exerce influência excessiva sobre decisões políticas, classificando o cenário como uma “togacracia”. Para ele, o STF teria assumido um papel político, deixando de atuar apenas como corte constitucional.
Condenações e voto divergente
Jorge Seif citou ainda as condenações impostas a envolvidos nos atos de 8 de janeiro, classificando algumas penas como desproporcionais. O senador destacou o voto do ministro Luiz Fux, que, segundo ele, teria sido o mais coerente com os fatos analisados durante os julgamentos.
Caso “Débora do Batom”
Como exemplo do que considera excesso nas decisões judiciais, o senador mencionou o caso de Débora Rodrigues, conhecida como “Débora do Batom”, condenada por pichar a estátua “A Justiça”, em frente ao STF. Seif afirmou que, embora reconheça que o ato foi ilegal, a pena aplicada seria incompatível com a gravidade do crime.
Segundo ele, a condenação imposta supera penas aplicadas a crimes graves no Brasil, como tráfico de drogas, homicídio e sequestro, o que, em sua visão, evidencia distorções no sistema judicial.
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