O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta terça-feira (17), em Teerã, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguirá derrubar a República Islâmica. A declaração ocorre em meio ao aumento da presença militar americana no Oriente Médio e à retomada de negociações indiretas entre os dois países em Genebra.
Segundo a mídia estatal iraniana, Khamenei reagiu às recentes ameaças feitas por Trump, que alertou para “consequências muito graves” caso não haja acordo nas tratativas em curso.
“Eles continuam dizendo que ‘enviamos um porta-aviões em direção ao Irã’. Muito bem. Um porta-aviões é certamente um equipamento perigoso. Porém, mais perigoso do que o porta-aviões, é a arma que pode afundá-lo”, declarou o líder iraniano.
Declarações em meio a negociações
O discurso foi feito enquanto o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e sua delegação iniciavam conversas indiretas com representantes dos Estados Unidos em Genebra, na Suíça.
De acordo com um alto funcionário iraniano ouvido pela agência Reuters, o sucesso das negociações depende da postura americana. Segundo ele, Washington precisa evitar exigências consideradas irreais e demonstrar seriedade na suspensão das sanções econômicas que atingem o país.
Reforço militar e troca de advertências
Os Estados Unidos mantêm reforço significativo de recursos aéreos e navais na região. A movimentação ocorre paralelamente às negociações diplomáticas, elevando a tensão no Oriente Médio.
Khamenei também questionou a superioridade militar americana. “O presidente dos EUA diz que seu exército é o mais forte do mundo, mas o exército mais forte do mundo às vezes pode ser tão duramente atingido que não consegue se levantar”, afirmou.
O Irã, governado por líderes religiosos desde a Revolução Islâmica de 1979, tem reiterado que não aceitará ameaças como instrumento de negociação. Autoridades iranianas afirmam que o país está preparado para retaliar caso haja ataque militar.
Cenário internacional
O novo embate verbal reforça o clima de instabilidade entre Teerã e Washington, em um momento considerado decisivo para a diplomacia internacional. As próximas rodadas de negociação devem indicar se haverá avanço na redução de tensões ou aprofundamento do confronto político e militar entre as duas nações.
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