O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado (28) que não deseja interferência direta dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, mas defendeu a aplicação de “pressão diplomática” internacional para garantir o funcionamento das instituições no país.
A declaração foi feita durante discurso na edição de 2026 da CPAC (Conservative Political Action Conference), um dos principais eventos do movimento conservador nos Estados Unidos.
O que disse Flávio Bolsonaro
Durante a fala, o senador criticou o que classificou como interferência externa em eleições passadas e destacou que pretende vencer o pleito com base no apoio popular.
“Não queremos interferência nas eleições brasileiras como a administração Biden fez para trazer Lula ao poder. Como eu disse: vou vencer porque é a vontade do meu povo”, afirmou.
Apesar da crítica, o parlamentar solicitou atenção internacional ao processo eleitoral brasileiro.
Pedido por monitoramento internacional
Flávio Bolsonaro pediu que países e organizações acompanhem de perto o cenário político no Brasil.
Entre os pontos citados por ele estão:
- Monitoramento da liberdade de expressão no país
- Observação do processo eleitoral brasileiro
- Aplicação de pressão diplomática para garantir o funcionamento das instituições
“O mundo livre inteiro precisa observar as eleições do Brasil com enorme atenção. Aprendam e entendam nosso processo”, declarou.
Discurso alinhado ao conservadorismo internacional
No evento, o senador também fez referência ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e traçou um paralelo com o cenário político brasileiro.
“Trump 2.0 está sendo muito melhor que Trump 1.0. Bolsonaro 2.0 também será muito melhor, graças à experiência adquirida durante a presidência do meu pai”, disse.
A CPAC reúne lideranças e representantes do conservadorismo global, sendo considerada uma vitrine política para nomes alinhados a essa corrente ideológica.
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