Petro convoca população a “tomar o poder” e reage a ameaça de Trump

A declaração ocorre em meio a uma escalada de tensão diplomática após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar a Colômbia com uma possível ação militar.

Eduardo Fogaça

Publicado em: 5 de janeiro de 2026

5 min.
Petro convoca população a “tomar o poder” e reage a ameaça de Trump. Foto: Divulgação/REUTERS

Petro convoca população a “tomar o poder” e reage a ameaça de Trump. Foto: Divulgação/REUTERS

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou uma mensagem na rede social X durante a madrugada desta segunda-feira (5) convocando a população a “tomar o poder em cada município do país” como forma de defendê-lo contra o que chamou de “qualquer ato ilegítimo de violência”.

A declaração ocorre em meio a uma escalada de tensão diplomática após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar a Colômbia com uma possível ação militar. A ameaça foi feita no domingo (4), um dia depois de forças norte-americanas invadirem a Venezuela para capturar o presidente Nicolás Maduro e a esposa dele, sob acusações de envolvimento com o narcotráfico internacional.

Convocação à população e recado às forças armadas

Na publicação, Petro afirmou ter “enorme fé” no povo colombiano e disse que a defesa do governo deve ocorrer por meio da ocupação do poder local. Segundo ele, a orientação às forças de segurança é para não atirar contra a população, mas sim contra “invasores”.

O presidente também fez um alerta direto aos comandos militares. De acordo com Petro, qualquer comandante das Forças Armadas que priorizar interesses dos Estados Unidos em detrimento da Colômbia será destituído imediatamente. Ele reforçou que, por ordem constitucional, é o comandante supremo das forças militares e policiais do país.

Em tom enfático, Petro afirmou ainda que, caso seja preso, “libertarão a onça-pintada do povo”, expressão usada para indicar uma reação popular em defesa de seu governo.

Troca de acusações com Donald Trump

As declarações de Petro surgem após Trump afirmar que a Colômbia estaria “governada por um homem doente”, acusando o presidente colombiano de favorecer a produção e o envio de cocaína aos Estados Unidos. A fala foi feita a jornalistas a bordo do avião presidencial norte-americano, a caminho de Washington.

Em resposta indireta, Petro negou qualquer envolvimento com o narcotráfico e declarou que não é ilegítimo nem traficante de drogas. Segundo ele, seu patrimônio se resume à casa da família, ainda financiada com o salário presidencial, e seus extratos bancários são públicos.

Combate ao narcotráfico como defesa

O presidente colombiano também destacou ações de seu governo no enfrentamento ao narcotráfico. Entre os resultados citados, afirmou que sua gestão realizou a maior apreensão de cocaína da história e retomou o controle de El Plateado, região conhecida como “Wall Street da Cocaína”.

Petro disse ainda ter autorizado bombardeios direcionados contra grupos armados ligados ao tráfico, respeitando o direito humanitário internacional, e alertou que ações sem informações adequadas podem colocar civis em risco.

Sobre as declarações de Trump, o presidente afirmou que responderá oficialmente assim que compreender “o verdadeiro significado” das ameaças feitas pelo líder norte-americano.


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