PF cita Eduardo Bolsonaro por possível abandono de cargo

A citação foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16)

Eduardo Fogaça

Publicado em: 16 de março de 2026

4 min.
PF cita Eduardo Bolsonaro por possível abandono de cargo. Foto: Bruno Spada/Agência Câmara

PF cita Eduardo Bolsonaro por possível abandono de cargo. Foto: Bruno Spada/Agência Câmara

A Polícia Federal citou formalmente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) em um processo administrativo disciplinar que apura possível abandono do cargo de escrivão da corporação. A citação foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16) e marca o início dos prazos formais da investigação.

Com a publicação, Eduardo Bolsonaro terá 15 dias para apresentar defesa à comissão responsável pelo procedimento disciplinar. De acordo com o documento oficial, a citação ocorreu por edital, pois o ex-parlamentar foi considerado em “lugar incerto e não sabido”, conforme registro divulgado no Diário Oficial.

O processo administrativo foi aberto em 27 de janeiro deste ano para investigar faltas injustificadas ao trabalho após o término do mandato parlamentar.

Ausência após o fim do mandato

Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato de deputado federal em 18 de dezembro de 2025. Com o encerramento da atividade legislativa, a Polícia Federal determinou que ele retornasse ao cargo de escrivão da corporação, função da qual estava afastado durante o período em que atuou no Congresso Nacional.

Segundo portaria da Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro, o ex-deputado teria deixado de comparecer ao serviço por mais de 30 dias consecutivos sem apresentar justificativa formal. A situação pode configurar abandono de cargo no serviço público, conforme prevê a legislação administrativa.

Caso a irregularidade seja confirmada ao final do processo disciplinar, Eduardo Bolsonaro pode sofrer penalidades administrativas, incluindo a demissão do cargo público.

Ex-deputado vive nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Na época, ele afirmou ter deixado o Brasil alegando ser alvo de perseguição judicial.

Além do processo administrativo na Polícia Federal, o ex-parlamentar também responde a processo criminal por coação no curso do processo, relacionado à sua atuação nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.


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