O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que as mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não correspondem aos registros de contato do magistrado nos arquivos apreendidos durante investigação da Polícia Federal.
A manifestação foi divulgada por meio de nota da Secretaria de Comunicação do STF, após reportagens apontarem que os dois teriam trocado mensagens em novembro de 2025, período em que o empresário foi preso pela primeira vez.
Segundo o Supremo, uma análise técnica realizada nos dados telemáticos de Vorcaro, tornados públicos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, concluiu que os prints das mensagens não estão associados ao contato de Moraes.
Arquivos estariam ligados a outros contatos
De acordo com o comunicado, as imagens das mensagens enviadas por Vorcaro no dia 17 de novembro de 2025 aparecem vinculadas a pastas de outros contatos na lista do empresário.
Ainda segundo o STF, os arquivos analisados mostram que as mensagens estariam organizadas na mesma pasta do computador utilizado para registrar os prints.
A Corte também informou que os nomes dos contatos relacionados a esses arquivos não serão divulgados. O motivo, segundo a nota, é o sigilo determinado pelo ministro André Mendonça.
Reportagem mencionou mensagens e ligações
A possibilidade de troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro foi mencionada em reportagem publicada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. De acordo com a publicação, o banqueiro teria enviado uma mensagem ao ministro no dia em que foi preso, perguntando se havia alguma novidade sobre o caso.
Ainda segundo a reportagem, o suposto retorno teria ocorrido por meio de mensagens com visualização única — recurso em que o conteúdo desaparece após ser aberto.
Investigadores também teriam identificado registros de ligações telefônicas entre os dois, além de outras mensagens trocadas em outubro de 2025, cujo conteúdo não teria sido preservado.
Ministro nega ter recebido mensagens
Antes da divulgação da nova nota, Moraes já havia negado qualquer contato com o empresário por meio das mensagens citadas na reportagem.
Em declaração enviada ao jornal O Globo, o ministro afirmou que não recebeu as mensagens mencionadas e classificou a informação como falsa.
A defesa de Daniel Vorcaro não comentou o assunto.
Caso envolve investigação sobre operações financeiras
Daniel Vorcaro é investigado pela Polícia Federal em um inquérito que apura a venda de carteiras de crédito consideradas fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
Segundo os investigadores, no momento em que as mensagens teriam sido enviadas, o empresário já tinha conhecimento da investigação que mais tarde levaria à sua prisão e ao processo de liquidação do Banco Master.
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