O Supremo Tribunal Federal (STF) viveu um novo momento de tensão após a primeira manifestação pública do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, sobre o desgaste provocado por decisões do ministro Dias Toffoli no chamado caso Master. A posição adotada por Fachin acabou dividindo os integrantes do tribunal.
Diante da crise, Fachin interrompeu as férias, antecipou o retorno a Brasília e iniciou uma rodada de conversas com colegas. A pessoas próximas, o presidente do STF afirmou que o “momento exige” sua presença na capital federal. O conteúdo da manifestação foi discutido previamente com alguns ministros, entre eles o vice-presidente da Corte, Alexandre de Moraes.
Moraes integra a ala que tem defendido a atuação de Toffoli no inquérito, grupo que também conta com o ministro Gilmar Mendes, o mais antigo em atividade no STF. Para esse setor do tribunal, a nota de Fachin foi considerada “boa e equilibrada”, ao defender institucionalmente a condução da investigação.
Já outra ala avalia que a manifestação “pouco esclarece” e que, ao fazer acenos ao Banco Central, à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República e aos próprios críticos de Toffoli, o presidente da Corte teria adotado uma postura considerada excessivamente conciliadora.
A nota foi divulgada após ministros apontarem a necessidade de uma defesa institucional do Judiciário diante das reportagens envolvendo Toffoli. Pressionado por críticas de diferentes espectros políticos, o ministro teria se queixado internamente, o que motivou a reação de Fachin.
Apesar das divergências, há consenso de que o momento é de defesa da instituição, deixando eventuais correções de excessos para um segundo momento. Ainda assim, assessores e magistrados defensores do código de ética do STF consideraram a nota decepcionante, por não trazer autocrítica nem sinalizar mudanças de postura da Suprema Corte diante da sociedade.
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