O prazo para renúncia de prefeitos que pretendem disputar as eleições deste ano e o fim da janela partidária provocaram uma ampla reorganização no cenário político de Santa Catarina. Ao todo, oito prefeitos deixaram seus cargos, enquanto mudanças nas bancadas estadual e federal alteraram o equilíbrio de forças entre os partidos.
Os movimentos atingem diretamente cidades estratégicas e a composição da Assembleia Legislativa (Alesc) e da Câmara dos Deputados, com destaque para o crescimento do PL, partido do governador Jorginho Mello.
Prefeitos deixam cargos para disputar eleições
Entre os nomes mais relevantes, estão Adriano Silva (Novo), de Joinville, e João Rodrigues (PSD), de Chapecó. Ambos renunciaram para disputar cargos majoritários nas eleições de outubro.
Em Joinville, a saída de Adriano Silva não altera o comando partidário: a vice-prefeita Rejane Gambim assumiu a prefeitura, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo na cidade. Já Silva deve compor como vice na chapa de Jorginho Mello.
Em Chapecó, o cenário seguiu o planejado. João Rodrigues deixou o cargo com a prefeitura permanecendo sob comando do PSD, agora liderada pelo vice Valmor Scolari. Rodrigues é pré-candidato ao governo do Estado.
Além deles, outros seis prefeitos também renunciaram com foco, principalmente, em disputar vagas na Alesc:
- Liba Fronza (PSD), de Navegantes
- Edilson Massocco (PL), de Concórdia
- Salmir da Silva (Republicanos), de Biguaçu
- Emerson Maas (MDB), de Mafra
- Juliana Maciel (PL), de Canoinhas
- Evandro Scaini (PP), de Balneário Arroio do Silva
Em todos os casos, os vices assumiram as prefeituras, mantendo ou alterando o comando partidário conforme cada município.
PL amplia força na Assembleia Legislativa
Na Alesc, a janela partidária beneficiou principalmente o PL, que ampliou sua bancada de 11 para 14 deputados estaduais, consolidando-se como a maior força do parlamento catarinense.
Migraram para o partido:
- Camilo Martins (ex-Podemos)
- Jair Miotto (ex-União Brasil)
- Junior Cardoso (ex-PRD)
- Marcos da Rosa (ex-União Brasil)
Apesar do avanço, o PL perdeu Nilso Berlanda, que se filiou ao PSD.
Outros destaques incluem:
- O crescimento do Republicanos, que agora tem dois deputados
- A redução de partidos como Podemos e PSDB, que ficaram com apenas uma cadeira cada
- O desaparecimento do PRD da Alesc
A nova composição ficou assim:
- PL: 14 deputados
- MDB: 6
- PT: 4
- PSD: 4
- PP: 3
- União Brasil: 2
- Republicanos: 2
- Podemos, PSDB, Novo, PDT e PSOL: 1 cada
PSD perde espaço na bancada federal
Na Câmara dos Deputados, a principal mudança foi o enfraquecimento do PSD, que ficou sem representantes de Santa Catarina.
Ismael dos Santos deixou o partido e se filiou ao PL, seguindo o movimento já feito por Ricardo Guidi em 2024. Com isso, o PSD perdeu toda a sua bancada federal no Estado.
Por outro lado, o Republicanos avançou ao filiar Geovânia de Sá, ex-PSDB, somando-se a Jorge Goetten, que já havia ingressado no partido anteriormente.
A nova configuração da bancada federal catarinense é:
- PL: 7 deputados
- MDB: 3
- PT: 2
- Republicanos: 2
- Novo: 1
- União Brasil: 1
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