O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (16) que avalia impor novas tarifas comerciais a países que se oponham à sua intenção de anexar a Groenlândia. A declaração foi feita durante um evento sobre saúde na Casa Branca e reacendeu tensões diplomáticas entre os Estados Unidos e aliados europeus.
Segundo Trump, a possível anexação da ilha é uma questão estratégica. “Eu posso impor tarifas a países que não concordarem com a anexação da Groenlândia, porque precisamos da Groenlândia para a segurança nacional”, afirmou o presidente, ao citar o uso de tarifas como instrumento de pressão para obter cooperação internacional.
Uso de tarifas como ferramenta política
Durante o discurso, Trump mencionou que já utilizou tarifas em outras ocasiões para forçar negociações, citando como exemplo iniciativas voltadas à redução dos preços de medicamentos nos Estados Unidos. De acordo com ele, a mesma estratégia poderia ser aplicada no cenário envolvendo a Groenlândia.
A declaração reforça a postura do presidente norte-americano de utilizar medidas econômicas como ferramenta de política externa, o que tem gerado reações negativas entre parceiros históricos dos Estados Unidos.
Reação da Europa e tensão diplomática
A pressão exercida por Trump para controlar a Groenlândia provocou indignação entre países europeus, especialmente pela possibilidade de ruptura de laços transatlânticos consolidados ao longo de décadas. A Groenlândia é uma ilha semiautônoma localizada no Ártico e faz parte do território da Dinamarca, integrante da União Europeia e da Otan.
Diante das declarações, algumas nações europeias já iniciaram o envio de tropas para a região, em um movimento interpretado como tentativa de garantir estabilidade e soberania no território.
Reuniões inconclusivas na Casa Branca
Nesta semana, representantes da Groenlândia e da Dinamarca estiveram na Casa Branca para reuniões com autoridades norte-americanas. Os encontros, no entanto, terminaram sem avanços concretos sobre os planos mencionados por Trump.
Até o momento, nem o governo dinamarquês nem autoridades da Groenlândia sinalizaram apoio à ideia de anexação, mantendo a posição de que a ilha não está à venda e que qualquer decisão deve respeitar a autodeterminação de seu povo.
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