O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ser alvo de críticas após compartilhar, em sua plataforma de mídia social, um vídeo de cunho racista que retrata o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos em uma selva. A publicação provocou reações imediatas de autoridades e lideranças políticas norte-americanas.
O conteúdo divulgado promove alegações falsas de que as urnas eletrônicas teriam sido usadas para fraudar a eleição presidencial de 2020. Nos segundos finais do vídeo, os rostos de Barack e Michelle Obama aparecem sobrepostos aos corpos de macacos, enquanto toca, ao fundo, um trecho inicial da música The Lion Sleeps Tonight.
Repercussão imediata e acusações de racismo
A publicação gerou forte condenação por evocar um estereótipo historicamente utilizado de forma racista contra pessoas negras. Apesar disso, a Casa Branca minimizou o episódio. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (6), a secretária de imprensa Karoline Leavitt classificou a reação pública como “indignação falsa”.
Segundo ela, o vídeo seria apenas uma peça viral da internet que retrata Trump como o “rei da selva” e democratas como personagens do filme O Rei Leão. Leavitt afirmou ainda que o foco da imprensa deveria estar em temas que considera mais relevantes para a população norte-americana.
Governador da Califórnia condena publicação
Em posição oposta, o gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, condenou duramente o conteúdo. Em uma publicação nas redes sociais, a equipe do governador classificou o episódio como “comportamento repugnante” e cobrou uma manifestação pública de repúdio por parte do Partido Republicano.
Histórico de publicações controversas
O caso reforça uma sequência de críticas que Trump vem recebendo por compartilhar conteúdos considerados racistas ou enganosos. No ano passado, o presidente publicou um vídeo, aparentemente criado por inteligência artificial, que mostrava Barack Obama sendo preso no Salão Oval da Casa Branca.
Ainda em 2024, Trump e integrantes de sua administração divulgaram imagens e vídeos manipulados do líder da minoria na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, retratado com um bigode falso e um sombrero. À época, Jeffries declarou publicamente que o material tinha caráter racista.
Especialistas em comunicação política alertam que o uso recorrente de conteúdos manipulados e ofensivos em redes sociais pode ampliar a polarização e comprometer o debate público nos Estados Unidos, especialmente em um cenário de disputas eleitorais acirradas.
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