A cadela Cookie, vítima de maus-tratos em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, inicia um novo capítulo de sua história longe da violência. O animal, que foi flagrado sendo arrastado por uma corrente em plena luz do dia, foi adotado na quarta-feira (4), após o caso ganhar ampla repercussão nas redes sociais e mobilizar protetores independentes.
A adoção ocorreu depois que a situação da cadela passou a circular em publicações que viralizaram na internet, sensibilizando moradores da região e pessoas de outras cidades. A nova tutora, a coordenadora financeira Cibele de Faveri, contou que conheceu a história justamente por meio dessas divulgações.
Segundo ela, o que mais pesou na decisão foi a postura da cadela, mesmo após a violência sofrida.
De acordo com a tutora, saber que Cookie foi vítima de maus-tratos e, ainda assim, se manteve dócil e tranquila despertou um forte sentimento de responsabilidade e a vontade de oferecer ao animal uma nova chance de vida.
Histórico da família influenciou a adoção
A adoção também está ligada à trajetória da família, que já tem histórico de cuidado com animais. Cibele relatou que sempre conviveu com cães, incluindo uma cachorrinha que viveu com ela por 14 anos e faleceu há cerca de três meses. Além disso, a família possui outro cachorro adotado há oito anos, que agora ganhará uma nova companheira.
Neste primeiro momento, Cookie permanece em hospedagem temporária, onde se recupera do procedimento de castração. A chegada definitiva à nova casa está prevista para o próximo sábado (7).
Segundo a tutora, a decisão de aguardar alguns dias foi tomada para acompanhar de perto a adaptação do animal, entender seu comportamento e garantir uma transição tranquila, tanto para Cookie quanto para o outro cachorro da casa.
Comportamento tranquilo durante a adaptação
Mesmo ainda em fase de adaptação, o comportamento da cadela já demonstra sinais positivos. Durante as visitas à hospedagem, a nova tutora percebeu uma Cookie calma, confiante e receptiva ao contato.
A cadela demonstrou carinho, permanecendo bastante tempo no colo, o que reforça a expectativa de uma boa adaptação ao novo lar e à convivência com o outro animal da família.
Para a família, a adoção representa mais do que acolher um animal resgatado. Segundo a tutora, trata-se de um recomeço, tanto para a cadela quanto para os novos responsáveis, transformando uma história marcada pela dor em uma vida baseada em afeto, cuidado e respeito.
Relembre o caso
O caso de Cookie veio à tona após a divulgação de um vídeo que mostra a cadela sendo arrastada por uma corrente em via pública. Nas imagens, um motoboy que passava pelo local interrompe a ação ao perceber a situação e confronta um idoso que puxava o animal, exigindo que ele fosse solto.
Durante a gravação, o homem afirma que teria sido pago para “dar um fim” na cadela. A declaração gerou revolta entre moradores e internautas e motivou a mobilização de protetores de animais em Criciúma.
Segundo a advogada Débora Degenhnaurt, que acompanhou o caso, o suposto tutor anterior do animal teria confirmado à Polícia Militar que pagou o idoso para matar a cadela. Pessoas que estavam no local também relataram ter ouvido a mesma afirmação no momento da abordagem registrada em vídeo.
Ainda conforme a advogada, não houve prisão em flagrante nem registro de boletim de ocorrência no local no dia do fato. Com a repercussão das imagens, protetores independentes iniciaram buscas e conseguiram realizar o resgate da cadela nos dias seguintes.
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