Santa Catarina está ampliando investimentos em ações voltadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Durante o Abril Azul, mês dedicado à conscientização sobre o tema, mais de R$ 3,5 milhões são aplicados em projetos que promovem inclusão, tratamento e qualidade de vida para pessoas com autismo em diversas regiões do estado.
Os recursos, viabilizados por emendas parlamentares do deputado estadual Pepê Collaço, já contemplam municípios como Braço do Norte, Gravatal, Jacinto Machado, Laguna, Lauro Müller, Nova Veneza, Orleans, Pedras Grandes e São Ludgero.
Onde o dinheiro está sendo investido
Os valores são direcionados para diferentes frentes de atendimento e inclusão. Entre os principais projetos, destacam-se:
- Reabilitação por meio de equoterapia
- Terapia ocupacional especializada
- Projetos de natação adaptada
- Custeio de consultas e atendimentos
- Construção de parque infantil adaptado
- Implantação de salas sensoriais
As iniciativas buscam ampliar o acesso a tratamentos e estimular o desenvolvimento de pessoas com TEA, especialmente em municípios do interior.
Autismo em crescimento no Brasil
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem mais de 2 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo. O número cresce ano após ano, enquanto a ciência ainda busca compreender melhor as causas do transtorno.
O Abril Azul, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem como objetivo ampliar o debate e reduzir o preconceito. Neste ano, o tema da campanha é: “Mais informação, menos preconceito”.
A importância de políticas públicas
Além dos investimentos diretos, Santa Catarina também tem avançado na discussão de políticas públicas. Entre as ações recentes estão:
- Realização de seminários sobre diagnóstico e intervenção precoce
- Debates regionais em cidades como Tubarão, Joinville e Criciúma
- Parcerias com instituições públicas e entidades especializadas
Outro destaque é o desenvolvimento do Censo do Autismo no estado, que deve mapear a realidade das pessoas com TEA e orientar futuras políticas públicas.
Inclusão e qualidade de vida
Especialistas reforçam que, embora o autismo não tenha cura, o acesso a terapias adequadas pode garantir mais autonomia e qualidade de vida.
O fortalecimento de iniciativas públicas e o investimento contínuo são considerados fundamentais para garantir inclusão social e apoio às famílias.
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