Acordar com alarme pode prejudicar o sono e a saúde, alertam especialistas

Especialistas explicam que acordar de forma abrupta provoca uma liberação elevada de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.

Eduardo Fogaça

Publicado em: 7 de janeiro de 2026

4 min.
Acordar com alarme pode prejudicar o sono e a saúde, alertam especialistas. Foto: Divulgação/Freepik

Acordar com alarme pode prejudicar o sono e a saúde, alertam especialistas. Foto: Divulgação/Freepik

A maioria das pessoas depende do alarme do celular para acordar e cumprir a rotina diária. Apesar de ser um recurso considerado indispensável, especialistas alertam que o uso frequente do alarme, especialmente associado à privação de sono, pode causar prejuízos significativos ao ciclo do sono e à saúde.

Durante o período de descanso, o cérebro não “desliga” completamente. Ele reduz a percepção de estímulos externos, mas permanece ativo como um mecanismo de proteção, preparado para reagir caso seja necessário acordar de forma repentina, como ocorre quando o alarme toca. Esse despertar brusco, no entanto, não é considerado ideal.

O impacto do alarme no organismo

Especialistas explicam que acordar de forma abrupta provoca uma liberação elevada de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse. Esse processo aumenta os batimentos cardíacos e a pressão arterial, o que, ao longo do tempo, pode sobrecarregar o sistema cardiovascular.

Outro efeito comum é o chamado estado de confusão mental. Quando a pessoa desperta durante uma fase mais profunda do sono por causa do alarme, pode levar alguns minutos para reconhecer o ambiente, entender onde está e perceber o horário, sensação conhecida popularmente como “despertar desnorteado”.

Privação do sono e riscos à saúde

O problema se agrava quando o alarme se torna uma necessidade diária por conta da falta de horas adequadas de sono. Dormir menos do que o necessário pode levar à privação crônica do sono, condição associada à redução da imunidade e ao aumento do risco de doenças.

Entre os problemas mais frequentes estão infecções recorrentes, hipertensão, diabetes e até a antecipação de predisposições genéticas já existentes no organismo. A longo prazo, o impacto não se limita apenas ao cansaço diário, mas pode comprometer seriamente a qualidade de vida.

Como usar o alarme de forma mais saudável

Especialistas recomendam que o alarme funcione como uma garantia ou um lembrete, e não como o principal responsável por interromper o sono. O ideal é que o corpo já esteja em fase natural de despertar quando o alarme tocar, reduzindo o impacto do estímulo sonoro repentino.

Manter horários regulares para dormir, respeitar a quantidade de horas necessárias de descanso e criar uma rotina de sono adequada são medidas que ajudam o organismo a acordar de forma mais equilibrada e com menos dependência do alarme.


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