Anvisa e MPF reforçam fiscalização contra comércio ilegal de vapes no Brasil

Parceria técnica e jurídica amplia troca de informações e ações educativas para proteger a saúde pública

Redação

Publicado em: 6 de fevereiro de 2026

4 min.
Anvisa e MPF reforçam fiscalização contra comércio ilegal de vapes no Brasil. - Foto: Canva

Anvisa e MPF reforçam fiscalização contra comércio ilegal de vapes no Brasil. - Foto: Canva

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério Público Federal (MPF) firmaram um acordo estratégico para intensificar o combate ao comércio ilegal de dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), conhecidos popularmente como cigarros eletrônicos ou vapes, em todo o território nacional.

O acordo tem como objetivo fortalecer as ações de fiscalização e garantir o cumprimento da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 855/2024, que proíbe a fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda desses produtos no Brasil. A iniciativa une a capacidade técnica da Anvisa com o poder de atuação jurídica do MPF.

Assinado pelo diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, e pela secretária-geral do MPF, Eliana Torelly, o termo estabelece mecanismos permanentes de cooperação entre as instituições, com foco na repressão a infrações sanitárias e na proteção da saúde da população.

Como vai funcionar a parceria

Entre as principais ações previstas no acordo estão:

  • Compartilhamento sistemático de informações técnicas e dados de fiscalizações realizadas em ambientes físicos e virtuais;
  • Apoio técnico da Anvisa ao MPF, por meio de subsídios e análises produzidas pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS);
  • Apuração das infrações identificadas pelo MPF, com articulação junto a outros órgãos de controle e fiscalização;
  • Promoção de ações coordenadas para ampliar a efetividade das operações contra o comércio irregular de DEFs.

Foco também em informação e prevenção

Além da atuação fiscalizatória, o acordo prevê o desenvolvimento de ações de comunicação e sensibilização voltadas à sociedade. A proposta é ampliar o conhecimento da população sobre os riscos associados ao uso de dispositivos eletrônicos para fumar, especialmente entre jovens, grupo considerado mais vulnerável ao consumo desses produtos.

As instituições entendem que o enfrentamento ao problema passa não apenas pela repressão ao comércio ilegal, mas também pela conscientização sobre os impactos do uso de cigarros eletrônicos na saúde pública.

Vigência e custos

O acordo terá vigência inicial de cinco anos, com a realização de reuniões periódicas entre as equipes técnicas da Anvisa e do MPF para avaliação das ações e definição de novas estratégias. O termo não prevê a transferência de recursos financeiros entre as instituições.


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