O aumento dos casos de raiva animal em Santa Catarina reforçou o alerta das autoridades sanitárias para a importância do controle dos morcegos hematófagos, principais transmissores da doença no meio rural. A raiva é uma enfermidade viral grave, sem cura, que causa prejuízos à produção agropecuária e representa risco à saúde pública.
Até dezembro deste ano, o estado registrou 41 casos de raiva em animais de produção, número inferior ao de 2023, quando foram contabilizados 67 casos. Os dados são da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC), que atribui a redução às ações de monitoramento e prevenção realizadas em parceria com os produtores rurais.
Monitoramento começa com a notificação do produtor
Segundo o gerente regional da CIDASC em Tubarão, Henrique Corrêa, o trabalho tem início a partir da análise epidemiológica das notificações feitas pelos próprios produtores rurais. Eles comunicam a ocorrência de espoliações — feridas causadas pela sucção de sangue — geralmente em bovinos e equinos.
De acordo com Corrêa, quando há viabilidade técnica, as equipes realizam ações de captura exclusivamente do morcego hematófago Desmodus rotundus, conhecido como morcego-vampiro. Outras espécies eventualmente capturadas são imediatamente soltas, respeitando o equilíbrio ambiental e o papel ecológico dos morcegos não hematófagos.
Confirmação da doença exige medidas imediatas
Quando a raiva é confirmada por exames laboratoriais, a CIDASC adota protocolos rigorosos para conter a disseminação do vírus. As ações incluem a conscientização do produtor rural, a orientação para vacinação imediata do rebanho e a realização do chamado “perifoco”, com visitas às propriedades vizinhas ao local do caso confirmado.
Nessas áreas, os técnicos reforçam a necessidade de vacinação ou de reforço vacinal, considerada a forma mais eficaz de prevenção. A vacina, segundo a CIDASC, tem custo baixo quando comparado ao prejuízo financeiro causado pela perda de animais infectados.
Identificação precoce ajuda a conter a doença
Além das ações oficiais, a identificação precoce por parte do produtor é fundamental para evitar novos casos. Os principais sinais de alerta são feridas de sugadura, geralmente na região do pescoço e da cernelha, acompanhadas de marcas de sangue escuro na pelagem.
O morcego hematófago tende a atacar repetidamente o mesmo animal, aproveitando a ferida já existente. Diante desses sinais, a orientação é que o produtor notifique imediatamente a CIDASC para avaliação da situação e definição da melhor intervenção.
Vacinação é a principal forma de prevenção
A CIDASC reforça que a vacinação regular dos rebanhos é a principal estratégia de prevenção contra a raiva. O controle populacional dos morcegos hematófagos é realizado apenas por equipes técnicas habilitadas, seguindo critérios sanitários e ambientais.
Suspeitas de raiva ou de ataques de morcegos hematófagos podem ser comunicadas à CIDASC pelos telefones (47) 3481-3678 ou (48) 99169-7387.
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