A convivência com gatos pode trazer benefícios reais à saúde emocional. Estudos científicos apontam que a interação com felinos ajuda a reduzir o estresse e estimula a liberação de hormônios ligados ao bem-estar, como a ocitocina. O tema foi destaque em entrevista concedida pela psicóloga Jéssica Constantino à repórter Jhuli Spindola, na Rádio Cidade Tubarão 103.7FM.
Segundo a especialista, já há evidências de que o contato com gatos contribui para diminuir a frequência cardíaca, reduzir os níveis de cortisol — conhecido como hormônio do estresse — e aumentar a sensação de relaxamento.
“Psicologicamente falando, o contato com o gato favorece a presença no momento, a sensação de companhia e conforto emocional, funcionando como um regulador natural do estresse do dia a dia”, afirmou Jéssica durante a entrevista.
O papel da ocitocina no vínculo com os gatos
No centro dessa relação está a ocitocina, hormônio associado ao vínculo afetivo e à sensação de segurança. Ela é liberada durante interações sociais positivas, como o toque suave e a convivência próxima.
Um estudo japonês publicado em 2021 na revista Animals identificou aumento significativo de ocitocina em mulheres após alguns minutos acariciando seus gatos, em comparação com períodos de repouso. Já uma pesquisa divulgada em 2002 pela revista Psychosomatic Medicine apontou que o contato com felinos pode contribuir para a redução do cortisol e auxiliar na modulação da pressão arterial.
De acordo com a psicóloga, quando o tutor faz carinho e o animal corresponde, o organismo tende a sair do estado de alerta e entrar em um modo de maior tranquilidade.
“Esse aumento de ocitocina faz com que o cortisol seja reduzido, promovendo relaxamento, diminuição da ansiedade, melhora do humor e até da pressão arterial”, explicou.
A importância do contato voluntário
Apesar dos benefícios, a ciência também faz um alerta: a interação precisa respeitar o tempo e os sinais do animal.
Um estudo publicado em 2025 na revista Applied Animal Behaviour Science mostrou que ações como acariciar ou permitir que o gato se acomode no colo elevam os níveis de ocitocina tanto em humanos quanto em felinos, desde que o contato seja voluntário. Quando o toque é forçado, especialmente em gatos mais ansiosos, pode ocorrer queda hormonal e sinais de desconforto.
Diferentemente dos cães, os gatos constroem vínculos de forma mais sutil. Eles se comunicam por sinais como a piscadela lenta e o ronronar, comportamento que também pode influenciar o estado emocional humano e funcionar como um amortecedor contra o estresse.
Suporte complementar à saúde emocional
A especialista ressalta que a convivência com gatos não substitui acompanhamento psicológico, mas pode funcionar como suporte complementar importante.
“As interações curtas e frequentes criam micromomentos de pausa emocional ao longo do dia. Isso ajuda a reduzir a sobrecarga mental e traz sensação de conexão e previsibilidade”, destacou.
Em um cenário marcado por rotina acelerada e altos índices de ansiedade, o carinho respeitoso — no tempo do gato — pode ir além do afeto. A ciência indica que ele pode se tornar um aliado silencioso na promoção do equilíbrio emocional.
Confira a entrevista completa.
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